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06/07/2018 - 10:35

ANDO CHORANDO

Carlos Santiago

 *Por Carlos Santiago 

 
Ando muito chorão. Choro quando tudo está dando errado, mas também choro quando tudo parece certo. 
 
Não é um choro de recém-nascido que busca expor as suas necessidades básicas pra viver e nem de uma criança que chora para chamar atenção dos pais, muito menos um choro de um adolescente por causa de um amor. 
 
Também não é um choro de uma pessoa adulta que derrama lágrimas por perdas de parentes ou amigos próximos. Tão pouco é um choro de uma pessoa idosa,  quando se sente abandonada pelos filhos ou sofre preconceito.
 
As reais razões dos meus momentos de choros ainda não sei. Talvez a explicação esteja nas ciências. Nos problemas hormonais masculinos bem característicos da idade ou pode estar relacionado a motivos emocionais: amores, paixões, medos e outros.  
 
Os choros podem ser, talvez, reflexos do ambiente social e político do Brasil: corrupção, pobreza, violência, baixa educação e a falência das ideias que apontavam para um mundo de paz e solidário. 
 
  Pode ser que os meus choros sejam tão somente reações físicas e emocionais para que eu possa continuar suportando as desesperanças das pessoas e a falta de um Brasil bem melhor pra viver. 
 
Há quem diga que homem não chora. Mas sinto que chorar é muito bom pra lavar a alma, liberar o estresse do corpo e continuar acreditando na vida e nos sonhos.  
 
Sociólogo, Analista Político e Advogado.
 

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