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30/04/2018 - 16:05

CUIDADO COM A MULTA!

Edclei Vasconcelos

 *Edclei Estevam de Vasconcelos
 
Durante a nossa percorrida diária, é comum acontecer algo diferente e, às vezes, desestimulantes, assim como casos bem engraçados. É o caso dessa situação que achei um tanto engraçada, ocorrida durante minhas entregas de objetos nas redondezas do centro da cidade.
 
Certo dia, eu estava na Rua Bernardo Ramos, situada no centro da cidade, entregando objetos e documentos postais naquela área. Em todo caso, é muito raro de minha parte, esquecer de informar o nome dos destinatários, o endereço completo e, principalmente, os horários de entrega ou tentativa de entrega dos objetos postais em minha lista de entrega e coleta, caso os clientes não informem.
 
Em muitos casos, faço isso após a assinatura do recebedor, geralmente quando estou a caminho do veículo. Nesse dia, fiz várias entregas naquela rua e em duas delas, em locais vizinhos, onde ocorreu um fato um tanto engraçado.
 
Como de costume, entrei em uma determinada repartição. O cliente, recebedor, assinou o recebimento de seu objeto. Em seguida, na saída do local, pus o horário da entrega do objeto. Seguindo a diante, fui realizar outra entrega bem ao lado do outro endereço.
 
Ao sair da repartição, em frente ao prédio, praticamente na calçada, estava um veículo importado, assim como muitos outros, ali estacionados. Parei bem ao lado, quase em frente desse veículo. E fiquei parado ali por alguns instantes, quando comecei a anotar o horário da entrega daquele objeto postal em minha lista.
 
De repente, vi uma sombra se aproximando. Era  um senhor um tanto alto, quase dois metros de altura. Ele havia acabado de sair de dentro da outra repartição e me viu anotando alguma coisa.
 
Veio bem devagar, na minha direção e passou a me observar. Fica meio desconfiado e sem jeito. Dá a volta ao meu redor. E com a voz meio trêmula e de maneira respeitosa. pergunta: “É... com licença? Por favor, senhor carteiro? Com todo respeito? Posso lhe fazer uma pergunta?
 
Eu respondo: Claro. Pode, sim.
 
- O senhor, por acaso, está me multando?
 
Na mesma hora levanto a cabeça e olho para o cidadão e ele fica olhando para mim.
 
Balanço a cabeça e digo: EU!?
 
Em seguida aponto para a minha camisa na posição da manga esquerda, aonde se localiza o símbolo dos Correios e em seguida lhe respondo: Não. senhor! Eu não sou do MANAUSTRANS! Sou dos Correios! Carteiro. E estou apenas anotando o horário de entrega do objeto que acabei de entregar neste local, pelo fato de o recebedor não ter posto o horário da entrega.
 
O homem bota a mão na cabeça e diz: “Nossa, que alivio! Eu pensei que você estava me multando. Só que você é dos Correios! Graças a Deus!”
 
Na mesma hora eu lhe respondo: Sim, meu senhor! Sou dos Correios. Nós não multamos ninguém. Apenas somos responsáveis pelas entregas das multas. E ninguém gosta de receber multas. O senhor sabe que estacionar aqui é proibido? Tome cuidado com a multa, hein?
 
O cidadão se despede, dizendo: “Verdade. Muito obrigado meu amigo, me dê licença que eu preciso ir embora e tirar meu carro logo daqui. Bom trabalho para o senhor...”
 
*O carteiro boa praça  

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