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11/05/2018 - 16:30

Dia das Mães

Tarcísio Barbosa

Tarcísio Barbosa 

Homenagear as mães é coisa antiga.  Os gregos homenageavam a deusa Rhea, mãe de todos os seres. E os romanos, por inveja, a deusa Cibele, mãe dos deuses. Os gregos criaram Afrodite, a deusa do amor. Os romanos, pra na ficar pra trás, criaram sua deusa do amor, Vênus.   No Brasil, em 1932, Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também do calendário oficial da Igreja Católica.  
 
 Mas esse dia seria     uma homenagem às mães? Sei lá! Acho que é muito mais o dia da exploração das mães. Acredito piamente que tenha sido invenção do comércio, adotada pelo Presidente Vargas, para vender mais. Janeiro e fevereiro são meses fracos de vendas - daí as liquidações. Março não fica atrás. Em maio, para haver um upgrade nas vendas, só superado pelas festas de fim de ano, inventou-se o dia das mães, ou melhor, o dia da exploração das mães. 
 
Ser mãe é fácil? Facílimo! Trata-se simplesmente de um ato biológico. Que não carece explicar aqui.    Por isso vemos uma profusão de mães por aí.  Responsáveis ou não. Que também não vou discutir aqui. Que não pertence à minha seara.  Que não sou sociólogo.  
 
Aqui será uma homenagem a todas as mães, pelo simples fato de serem mães, de terem o dom da vida. 
 
A todas as mães, meu  amor incondicional, minha  compreensão, meu afeto, minha admiração!  Meus parabéns às mães solteiras, antigamente execradas pela sociedade, mas hoje já aceitas ainda com restrições, que, com imensas dificuldades, criam seus filhos sem a ajuda de ninguém! Às mães chefes de família, pois hoje em torno de 30% dos domicílios são geridos por mulheres. Ou seja, elas entram com o trabalho, com a grana.  Às mães que optaram por uma produção independente. Às mães  trabalhadoras, ligadas a todos os setores da vida social, econômica, cultural, artística e política.   Às mães que moram nas periferias das cidades, que, além de criar seus filhos, têm que lutar para que não sejam cooptados pelo tráfico. 
 
Às mães donas de casa.  Às mães que têm filhos do coração – adotivos – nem por isso menos mães que as biológicas. Às mães garotas de programa, que fazem de tudo para que seus filhos ignorem sua atividade. Às mães presidiárias, cujo maior castigo é não poder ver os filhos crescer. À minha mãe, em especial, que nos conduziu pelos caminhos da dedicação ao trabalho, da honestidade, da responsabilidade, do bem servir ao próximo. 
 
 Finalmente, as palavras do papa João Paulo II, agora santo,  para as mães do mundo inteiro, retiradas do texto  Merci à toi, femme, pour le seul fait  d’être femme – Obrigado a  ti, mulher,  pelo único fato de seres mulher, endereçado às mulheres,   em março de 1995.   
 
“Obrigado, mulher mãe, que acolhe em seu seio o ser humano na alegria e no sofrimento. Você é como o sorriso de Deus para a criança que vem ao mundo, tornando-se a guia de seus primeiros passos, sustentando seu crescimento, além de ponto de referência para sua vida”.   
                                                                
jtbarbosa500@yahoo.com.br

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