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08/01/2018 - 21:25

É SÓ O CARTEIRO!

Edclei Vasconcelos

 

* Faisca
 
O carteiro estava entregando as correspondências sob sua responsabilidade, de casa em casa, em uma determinada rua de um conjunto num bairro de nossa cidade. E, como de costume, chegou em frente a uma casa e gritou o famoso, barulhento e tradicional nome de guerra: 
 
COORREEEIOS? COORREEEIOS?
 
E nada. Como a carta para que fosse entregue, necessitava da assinatura do recebedor, ele continuou gritando: 
 
COORREEEIOS?! COORREEEIOS?! 
 
De novo, nada. Já estava até passando os três minutos determinados para espera, norma da empresa.
 
Como não queria voltar com a correspondência, resolveu tentar novamente pela terceira e última vez. E já estava ficando chateado com o morador daquela residência.
 
Parado em frente à residência, ficou se lamentando: “caramba, não acredito que terei de voltar com essa carta! Eu hein!” Então gritou pela última vez: 
“COOORRRREEEIOS?! COOORRRREEEIOS?! COORREEEEEEEIOSSS!?” Quase acabando com sua garganta. 
 
De repente, surgiu uma voz bem longe, dizendo:
 
 “Minha filha! Minha filhinha? Vá ver quem é que está gritando lá fora minha filha!?”
 
Logo em seguida, eis que apareceu alguém abrindo a porta da frente da casa. Era uma criança (menina) de cerca de 6 anos de idade.
Ela olha... e fica observando o carteiro durante uns oito segundos. Sorri, mas fica desconfiada. Balança a cabeça para um lado e para o outro. O carteiro acena com a mão para ela, sorri e fala baixinho... ...é o carteiro! 
 
A mãe novamente pergunta: E aí minha filha, quem é que está gritando aí na frente de casa? 
 
No mesmo instante a criança fecha a porta, e grita bem alto para sua mãe: 
 
“NÃO É NINGUÉM NÃO, MÃE!! É SÓ O CARTEIRO!!” 
 
De longe a mãe grita: 
 
“AH!! Minha filha, não diga isso! Por favor senhor carteiro, já estou indo!? É prá assinar?” 
O carteiro lhe responde:
 
 É sim, senhora! 
 
A dona da casa ao ver o carteiro responde: 
 
“Desculpe seu carteiro, ela é só uma criança”. 
 
Rindo da situação, ele então responde:
 
 Senhora, a sua filha está certa. Não é ninguém mesmo não, é só o carteiro.
 
A senhora assina a carta, agradece pela compreensão e pelo bom atendimento do senhor carteiro, e em seguida vai embora.
 
* Edclei Estevam de Vasconcelos (Faísca, o carteiro gente boa)
 

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