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DIRETO AO PONTO
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15/05/2019 - 07:05

A greve é dos professores, mas e os direitos dos alunos?

Arte


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Os professores têm todo o direito de fazer greve, de protestar. De se mobilizar na defesa dos seus direitos, dos seus interesses.
 
Não se discute o direito dos profissionais da educação se mobilizarem na defesa dos seus interesses, porque se não denunciam os problemas enfrentados no dia a dia para o exercício da nobre missão de ensinar, de preparar as crianças e os jovens para os desafios do futuro, nada muda.
 
Mas, e os direitos dos alunos? Será que ninguém pensa neles e nas suas famílias?
 
Acredito que paralisar as aulas, suspender os trabalhos da forma como vem sendo feita sistematicamente nos últimos anos atropela, fere de morte um direito fundamental muito maior do que o direito de greve. 
 
Quer dizer, nocauteia o direito das crianças, jovens e adolescentes de manterem um ritmo normal de aprendizado, compromete as programações das suas respectivas famílias e os planos dos próprios alunos.
 
Será que não há nenhuma outra forma menos traumática de se resolver os problemas da educação?
 
A quem de fato interessa essas greves sistemáticas e radicalização de posições?
 
Quem perde e quem ganha com tudo isso?
 
Os professores querem 15% de reposição salarial, mas o governo garante só poder pagar 4,74%.
 
Já passou da hora das partes envolvidas - professores e governo do Amazonas - deixarem de lado posições intransigentes e desarmarem os espíritos.
 
É hora de partir de forma comprometida para a busca de uma solução boa para todos, porque, do contrário, ninguém ganha.
 

 

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