Terça-feira | 16/10/2018
▸ Acompanhe nas redes

DIRETO AO PONTO
Enviar por e-mail Compartilhar Imprimir

09/08/2018 - 20:55

Reajuste de 16% do STF é considerado inadequado

Senadora Ana Amélia (PP/RS)

 Efeito cascata preocupa


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
A senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul, revelou na manhã desta sexta-feira, 9, que considera inadequado o reajuste de 16,38% proposto para os membros da suprema corte – ministros do STF -, porque, devido ao efeito cascata, serão estendidos aos membros do Congresso – câmaras alta e baixa – governadores, prefeitos, assembleias e câmaras municipais, e vão gerar um impacto global de mais de R$ 3,8 bilhões.

Desajuste fiscal será agravado
 
Segundo a senadora, que fez lembrar a letra da música segundo a qual “Amélia é que era mulher de verdade”, se aprovada for, a proposta de reajuste para os ministros do STF vai agravar o desajuste fiscal registrado no país, que já conta com mais de 13 milhões de pais de família desempregados.

E por falar em desajuste 
 
A julgar pelas iniciativas adotadas, ninguém está nem aí para o desajuste fiscal brasileiro e o aumento da dívida pública, que saltou de pouco mais de R$ 1 trilhão para cerca de R$ 5,3 trilhões.

Parar de fazer de conta

Durante o seu pronunciamento ela apontou, ainda, a necessidade de se “parar de fazer de conta que nada está acontecendo nas contas públicas do país”.

Contribuinte vai pagar a conta
 
A senadora lembrou que quem vai pagar a conta, como de costume, será o contribuinte brasileiro e lamentou o fato de os governos e as instituições não estarem fazendo a sua parte e apontou como prova o fato de não estarem reduzindo os seus gastos de custeio.
 
Segundo ela, o Senado não deve aprovar a proposta de reajuste, porque ele virá como uma bola de neve e se estenderá para todos.

Será só discurso?
 
Será que ela adotou tal postura só porque está pré-candidata ao cargo de vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República?

E o que dizer da “farra” no Congresso?
 
Resta saber por que muitos senadores não se manifestaram contra a “farra” no Congresso, as propostas e projetos discutidos às pressas e aprovadas naquela casa que são consideradas "pautas-bomba", porque vão comprometer as contas do futuro governo, com gastos adicionais que vão aprofundar o déficit público, que gira em torno de R$ 185 bilhões.
 
Quer dizer, o novo governo vai assumir com pouco poder de ação, porque todos sabem que sem dinheiro não há como investir e os investimentos são indispensávis para fomentar a geração de empregos e a distribuição de renda.  
 
Será que os políticos brasileiros só se preocupam mesmo em “aparecer bem na foto” para as suas respectivas paróquias e não têm compromisso com o futuro da Nação?

Ministros apontam extrema penúria
 
Os ministros do STF têm todo o direito de reivindicar, de defender o seu reajuste salarial, mas, como bem destacou Alexandre Garcia, parece um grande exagero apontar como uma das justificativas para o aumento o fato de quem vive de pensão daquele poder, e recebe, sem sustos, algo em torno de R$ 20 mil todo mês, se encontrar vivendo, em Brasília, em estado de “extrema penúria”.

O que dizer de R$ 954,00 ?
 
Se um ganho médio mensal em torno de R$ 20 mil leva uma pessoa, uma família a viver em estado de “extrema penúria”, como alegaram alguns ministros, o que dizer da maioria da população brasileira que sobrevive com um salário, mínimo, de R$ 954,00?

Salário 15 vezes maior
 
 
Matéria divulgada no bbc.com.br destaca que os "juízes do STF já ganham proporcionalmente cinco vezes mais que seus colegas europeus, mesmo sem reajuste".
 
De acordo com a matéria, os ministros da Suprema Corte de países europeus ganhavam em média 4,5 vezes a renda de seus países.
 
Já no Brasil, o atual salário bruto de R$ 33,7 mil do STF é 15 vezes maior que a renda média do país.
 

VEJA MAIS

Publicidade
Publicidade
Publicidade

CURTA-NOS