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11.07.2018 - 18:05  |  REVOGAÇÃO FISCAL

Amazonino quer penalizar a população cobrando mais ICMS do petróleo de Urucu, alerta Serafim

Assessoria de Imprensa

Serafim garante que se depender da oposição o projeto não será aprovado


Deputado destaca que a conta da energia elétrica, por exemplo, vai ficar mais cara para o consumidor amazonense  

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) manifestou-se contrário, na manhã da quarta-feira, 11, à proposta do governo Amazonino Mendes (PDT) de aumentar a tributação sobre o petróleo de Urucu, por entender que tal iniciativa vai penalizar ainda mais a população, que, como sempre, acabará pagando mais esta conta, que representará um impacto anual de R$ 240 milhões. 
 
Segundo Serafim, a revogação do crédito fiscal de ICMS nas vendas do petróleo e seus derivados, da Usina de Urucu, e a efetiva queda do crédito de ICMS nessas operações resultará numa subida generalizada dos preços de diversos produtos e serviços, incluindo a energia elétrica.
 
“Todas as vezes que o custo de produção de um determinado produto é elevado, esse custo é repassado para frente. Essa é a ordem natural na economia. No momento em que o Governo do Estado aumenta a tributação do gás, esse valor será repassado pela Petrobras à Cigas, da Cigás para as produtoras independentes, e delas para a Eletrobrás, e consequentemente a Eletrobrás vai passar para a nossa conta de energia elétrica”, disse ele.
 
Serafim considera lamentável a proposta governamental que revela total falta de sensibilidade do gestor, porque no momento todo mundo está empenhado no desenvolvimento de ações destinadas a diminuir o custo dos combustíveis no Brasil, pela diminuição de tributos.
 
“É lamentável que no Amazonas se queira aumentar tributos para aumentar o preço do combustível. Por consequência, quem vai pagar isso é o povo. Se depender da oposição esse projeto por aqui não passa, não é aprovado”, adiantou, destacando considerar uma estupidez fazer isso, justamente logo após a greve dos caminhoneiros, provocada justamente pelos preços elevados do óleo diesel, que decorrem em sua maior parte do valor que os tributos causam na formação final dos preços. 
 
Serafim disse, ainda, que há poucos meses tal projeto apresentado agora pelo governo Amazonino foi debatido com a Sefaz e não houve consenso.
 
“No primeiro momento esse projeto era pior, pois aumentava tudo que vinha do interior para Manaus, como, por exemplo, o tijolo que vem de Iranduba. Aí eles concordaram em reduzir apenas para os combustíveis, derivados de petróleo, que no caso englobam o gás. Ora, isso daí é a alma de tudo. Porque na hora que você aumenta o preço da energia, o comércio vai repassar para os produtos e a indústria vai repassar para os seus produtos”, explicou, reafirmando considerar equivocada a iniciativa do governo.
 
De acordo com Serafim “infelizmente” esse governo não quer discutir, não quer conversar e nem dialogar, e só ouve uma pessoa nesse estado, que é o Samuel Hanan, “uma pessoa que vem com uma visão completamente equivocada e conta a história mais bonita para o governador, que embarca na canoa”.
 

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