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10.03.2019 - 06:10  |  Direitos das mulheres

As mulheres vão falar mais alto na Assembleia, garante Alessandra

Reprodução

Alessandra Campelo e Mayara Pinheiro

Deputadas prometem não medir esforços para combater as discriminações e defender os direitos das mulheres

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Vítimas de preconceitos e discriminações constantes, as mulheres amazonenses, a exemplo das demais brasileiras, apesar de geralmente enfrentarem rotinas pesadas, estão aos poucos conquistando mais espaço no mercado de trabalho e, particularmente, na política, onde prometem ditar o tom a partir deste ano.
 
Na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), o número de representantes das mulheres saltou de um para quatro e nesta legislatura a deputada reeleita Alessandra Campelo (MDB) contará com o apoio de Mayara Pinheiro (PP), Therezinha Ruiz (PSDB) e Joana D’arc (PR) para “fazer barulho e defender as causas de todas as mulheres”.

Conscientização
 
Para Alessandra Campelo, 1ª vice-presidente da Aleam, reeleita com 23.859 votos, a maior participação das mulheres na política nesta legislatura pode ser explicada por uma maior conscientização da sociedade e é o resultado da luta das mulheres, por meio do movimento feminista.
 
Para justificar o seu argumento ela aponta como conquistas do movimento feminista em todo o país o aumento dos recursos financeiros que passaram a ser destinados às campanhas das mulheres, que agora é obrigatório, bem como a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de lhes conceder mais tempo na televisão.
 
“Aqui na Assembleia, agora, nós temos quatro representantes das mulheres. Antes eu era apenas uma entre 23 homens. Agora nós somos quatro entre 24.  É bem verdade que ainda não é o suficiente, porque deveríamos ser 13. Já que nós somos mais da metade da população, deveríamos ser mais da metade do plenário, mas já foi um grande avanço”, observa.
 
Alessandra destaca que para aumentar a participação das mulheres na política o TSE precisa manter rígidas essas regas e intensificar a fiscalização, “para evitar que mulheres sejam usadas como a gente viu com o partido do presidente da República (PSL), que usou mulheres como laranjas”. 
 
Tal prática, segundo ela, precisa ser severamente e exemplarmente punida para que outras agremiações políticas sejam levadas a pensar muitas vezes antes de querer adotar tal conduta nas próximas eleições.
 
“Precisamos também preparar mais mulheres para que a gente possa, realmente, nas próximas eleições, ter mais candidatas com condições de disputa”, destaca.
 
A parlamentar lembra que na outra legislatura ela era “apenas uma voz” falando contra o feminicídio, contra a violência contra as mulheres, falando por direito iguais, e garante que agora a história vai ser outra.
 
“Se eu, sozinha, já falava forte, agora que somos quatro vamos falar bem mais alto”, completa.

Saúde e capacitação  
 
A deputada Mayara Pinheiro (PP), a mais votada na última eleição, com 50.819 votos, e presidente da Comissão de Saúde e Previdência da Aleam, comunga o pensamento de Alessandra e destaca que não vai medir esforços na defesa do direito de toda mulher se preparar para o mercado de trabalho e conquistar o seu espaço, porque não é o gênero que determina a competência de ninguém, bem como para levar mais saúde para as mulheres do interior.
 
“A saúde é uma área que pede socorro e tenho buscado por melhorias no setor. Hoje, somos quatro mulheres na Casa com força e destaque nesse cenário político. Acredito que as mulheres cada vez mais devam ocupar espaço na sociedade e direitos iguais porque a liberdade é para todos”, argumenta.
 
Mayara destaca, ainda, que como representante do interior, pretende lutar por cada das mulheres de todos os municípios, porque por ser também do interior sabe “o quanto é sofrido viver e tentar ter uma profissão” longe da capital. 
 
“Vou sempre lutar pelas mulheres, por isso criei um Projeto de Lei que determina a criação de um Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. O Amazonas é o terceiro do País nesse tipo de crime, e não podemos mais aceitar este tipo de situação”, explica, destacando que vai “lutar muito e defender os direitos de todas as mulheres”.
 

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