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10.03.2019 - 06:05  |  Qualificação

Augusto Ferraz defende criação de escolas agrotécnicas no interior

Assessoria de imprensa

Augusto Ferraz


Parlamentar considera necessário preparar o capital humano para a produção de alimentos e o empreendedorismo 
 
Presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Aquicultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o deputado Augusto Ferraz  (DEM) defende a criação de escolas agrotécnicas no interior do Estado, em parceria  com os governos federal, estadual e prefeituras dos municípios.
 
De acordo com o parlamentar, o poder legislativo precisa se aproximar mais da Embrapa e o homem do campo ser também empreendedor, para produzir mais alimentos de qualidade, agregar valor aos produtos da região e melhorar suas condições de vida. 
 
Confira a entrevista 

Elizabeth Menezes

Sobre a construção de escolas agrotécnicas no interior do Estado. Como o sr. imagina que possa viabilizar essa proposta? 
 
Vamos trabalhar, vamos conversar. As escolas agrotécnicas são federais, por isso nós temos que começar pela hierarquia:  presidente (da República), governo estadual e municipal, para que a gente possa levar essa alternativa para o interior. 
 
A construção dessas escolas seria em municípios-polo? 
 
Nós temos de estudar a viabilidade para a construção dessas escolas. Então, vamos estudar a logística do Estado, para saber onde podemos instalar essas escolas. Nós temos 62 municípios. Poderia ser em outros municípios. Precisamos dar alternativas para outros municípios que talvez precisem mais do que os municípios-polo. Temos de trabalhar nessa vertente que é ter o capital humano intelectualizado, porque o objetivo é a produção de alimentos. 

Então, para viabilizar suas propostas, o sr. está pensando numa espécie de parceria entre governo federal, estadual e municipal?  
 
Quando eu falo em ação conjunta de todos os governos, eu falo o seguinte: o governo central tem que saber da nossa intenção. Temos que levar um projeto exequível, palpável, para que o governo faça um diagnóstico e ele pense: “Opa, aqui tem resultado! Aqui a gente tem uma vertente econômica”.  Então eu venho com o governo central, com o governo estadual. Tem de ser uma ação conjunta, porque se não o governo central sozinho não vai andar. Tem de ser ação conjunta. Tem de ser os três (governos) a querer que o homem do interior tenha qualidade de vida, para levar essas escolas agrícolas, técnicas. Podemos formar engenheiros, técnicos agrícolas, engenheiros de pesca, engenheiros de infraestrutura. 

Mas as escolas agrotécnicas são de nível médio, não é isso?
 
Sim, de nível médio, mas técnico. E aí a gente poderá criar uma sala em universidades do interior, para formar técnicos, sem ter gastos para construir escolas ou para fazer galpões. Por isso que eu digo:  é preciso o governo federal, o estadual e o municipal, para que a gente possa estudar essa aproximação do homem do campo na escala da produção de alimentos. Temos de estudar todas as vertentes. 
 
As oportunidades surgirão. No meu entender, virão muitas cabeças pensantes e aí a gente vai produzir os projetos. Uma alternativa pode ser (o funcionamento) de escola técnica profissionalizante na área agrícola, dentro da própria UEA (Universidade do Estado do Amazonas) e na Ufam (Universidade Federal do Amazonas), que já estão instaladas no interior do Estado. 
 
Ao tomar posse como presidente da Comissão de Agricultura, o sr. também defendeu uma parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Por quê?
 
A Embrapa tem um corpo técnico importantíssimo para o Amazonas. O Amazonas não pode deixar de trabalhar com um corpo técnico como o da Embrapa, para que possa produzir alimentos com qualidade. Então a decisão que o Dermilson (Chagas/PP, vice-presidente da comissão) e eu tomamos, é conversar com os engenheiros da Embrapa, para que possamos levar alternativa ao nosso interior, ao verdadeiro agricultor. E retirar esses atravessadores que tiram a oportunidade de o agricultor ter uma qualidade de vida melhor. A Embrapa vai nos dar o horizonte, vai nos dar um cenário diferente e aí nós vamos levar isso para o agricultor. E nós vamos fazer também reunião dentro da Embrapa, para que possamos nos embasar nos conhecimentos da produção de alimentos. Seja na piscicultura, avicultura, suinocultura, seja na pecuária, em todas essas vertentes econômicas, que são de tamanha importância aqui no Amazonas, principalmente para produzir alimentos, alimentos de verdade. Hoje, Roraima está trazendo banana, Porto Velho está trazendo milho, quando nós temos um campo amplo para plantarmos as nossas frutas, os alimentos.

O sr. acredita que a Embrapa tem todas essas respostas?
 
A Embrapa tem todas essas respostas para produzir alimentos com qualidade e produzir muito. Produzir com competitividade, produzir com continuidade. E com aumento da produção.

O sr. pretende aproveitar a Escola Legislativa para promover cursos de capacitação de agricultores?  
 

Nós vamos trabalhar a Escola Legislativa para ensinar o agricultor a não ser apenas agricultor, mas ser também empreendedor. Que ele seja o seu próprio empreendedor. Vamos fazer cursos, vamos fazer debate, incentivá-los. Vamos encorajar os agricultores para vir fazer o curso. Primeiro, vamos ter debate na Escola do Legislativo. Segundo, vamos ensinar o agricultor ser empreendedor de verdade, ensiná-lo a fazer contas, ver se ele está ganhando ou perdendo. Porque não adianta você ter um pomar de cebola e não saber o quanto gastou e quanto ganhou. Você só faz o ativo e o passivo se fizer as contas. 

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