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22.08.2018 - 16:05  |  CONTRA O RECESSO BRANCO

David Almeida se irrita com falta de quórum e cobra postura de deputado que não quer trabalhar

Assessoria de Imprensa

David Almeida não aceita o chamado recesso branco


Cidadão comum não entende porque os parlamentares, que são funcionários públicos, não querem nem mesmo trabalhar três dias por semana

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Fato comum nos parlamentos brasileiros, a falta de quórum registrada durante a votação da manhã desta quarta-feira, 22, na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM) tirou do sério David Almeida (PSB), presidente daquela casa legislativa, que fez questão de destacar, mais uma vez, que não vai tolerar o chamado recesso branco durante o período eleitoral.
 
Tal problema ocorre tanto na Assembleia quanto na Câmara Municipal de Manaus, porque alguns parlamentares candidatos, num total desrespeito ao princípio da moralidade, preferem ir correr atrás dos votos dos eleitores nas ruas, durante o horário em que deveriam estar no plenário, trabalhando, discutindo e votando assuntos de interesse da sociedade.
 
Visivelmente irritado com a conduta de alguns colegas, David Almeida lamentou o fato de a Assembleia estar sendo desrespeitada pelos seus próprios membros, que "são muito bem pagos para trabalhar apenas três dias no plenário" e cobrou "compromisso dos deputados com a função de representantes do povo" e disse que quem não quisesse trabalhar deveria renunciar ao mandato.
 
"São apenas três dias de plenário e o cidadão não vem ficar das 9 ao meio-dia no seu trabalho e quer falar de dignidade para o povo, de mudanças. Chega de brincar de ser deputado, de ser representante do povo. Venham trabalhar", conclamou para, em seguida, encerrar a sessão por falta de quórum, presença mínima de deputados no plenário.
 
Tem razão
 
David Almeida tem razão ao reclamar do descaso reitireado de alguns profissionais do voto, porque tais condutas assumidas tanto pelos parlamentares estaduais quanto municipais só servem para depor contra a credibilidade da classe política como um todo, desgastada devido aos seus próprios "equívocos".
 
O cidadão comum, que trabalha de segunda à sexta-feira, das 8 às 18 horas, por exemplo, não consegue entender por que os seus representantes, que são funcionários públicos, eleitos para representá-los, simplesmente ignoram as normas básicas de funcionamento da Casa Legislativa e só permanecem no plenário quando o assunto é do seu interesse.
 
Será que tal conduta é estimulada pelo fato de não serem punidos adequadamente pelas suas faltas, como ocorre como os demais trabalhadores brasileiros, que são obrigados a cumprir os seus horários de forma integral, ou por que eles se consideram melhores do que todos aqueles que os colocaram lá para trabalhar em prol do bem-comum?.
 
 
 
 
 

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