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11.10.2018 - 16:10  |  CRISE NA SAÚDE

José Ricardo volta a cobrar instalação da CPI da Saúde

Assessoria de Imprensa

José Ricardo

 Deputado destaca que nova operação da PF descobriu rombo de mais de R$ 140 milhões em apenas um contrato na área da saúde

 
Diante de mais uma Operação da Polícia Federal envolvendo desvio de recursos públicos da saúde, deflagrada hoje (11) na cidade e denominada de “Cash Back”, desdobramento das operações “Maus Caminhos” e “Custo Político”, o deputado José Ricardo (PT) manifestou-se no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) cobrando a instalação da CPI da Saúde, da qual é um dos autores, para investigação de todos os contratos nessa área. Em somente um dos contratos dessas empresas com o Governo Estadual, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. 
 
“São desvios de milhões de reais na área da saúde do Estado. Por isso, faltam medicamentos para os pacientes renais e da saúde mental, pacientes morrem nas filas dos hospitais, esperando até exames. O Hospital Francisca Mendes precisa de mais equipamentos de hemodinâmica, para salvar vidas, e cada um não chega a custar R$ 4 milhões. Esperamos que, realmente, se chegue a todos os culpados, prendendo irmão de ex-governador; irmão de senador; advogados que andam com essas pessoas. São ladrões do dinheiro público e os culpados pela morte de tantas pessoas neste Estado, na hora que se diz que faltou dinheiro para comprar um equipamento ou um material para realizar simples exames e cirurgias”, declarou José Ricardo.
 
Omissão
 
Ele destacou ainda que todos os hospitais dos municípios do interior do Amazonas não estão equipados com UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o que afirmou ser uma vergonha.
 
“O grupo político que governa esse Estado há 38 anos nunca se preocupou com isso. Existe somente uma UTI móvel, mas para utilizá-la os pacientes que precisam se deslocar do interior tem que ser amigos de reis, rainhas e príncipes. Por isso, morre muita gente, crianças, idosos, mulheres. Tem que ter investigação nessa área. Mas a Assembleia parece ser a Casa da omissão. Porque o nosso pedido de CPI nunca foi pra frente por falta de mais parlamentares dispostos a investigar o Governo”.
 
Quando esteve em Audiência Pública na Assembleia Legislativa, o ex-secretário de Estado da Saúde (Susam), Pedro Elias, preso na operação anterior da PF, afirmou que existiam cerca de 600 contratos para ser auditados. E quando esteve na Casa outro secretário do atual governador esses números já aumentaram: falou em 800 contratos, sendo 200 existentes na prática, mas sem qualquer contrato. “Uma situação ainda pior. Porque se paga o que não se sabe nem o que está se pagando, porque não tem contrato”, frisou. 

Cash back
 
A Operação ‘Cashback’ investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social (pessoa jurídica sem fins lucrativos – ONG), não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos.
 
Um dos alvos dessa operação é o empresário Murad Abdel Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD).  Na Operação Maus Caminhos, a PF trouxe à tona denúncias de desvios mais de R$ 100 milhões dos cofres do Governo, via Fundação Estadual de Saúde, e empresa que prestava serviço aos hospitais.  Já na Custo Político, foi denunciado desvios de mais de R$ 6 milhões em propina, paga com dinheiro público, para favorecer o esquema de desvio de recursos públicos da saúde.
 
Sete deputados assinaram a CPI da Saúde. São eles: José Ricardo (PT), Luiz Castro (Rede), Sabá Reis (PR), Sinésio Campos (PT), Platiny Soares (PSB), Augusto Ferraz (DEM) e Alessandra Campêlo (MDB).
 
Falta apenas uma assinatura para que essa Comissão seja instalada.
 
 

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