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04.06.2018 - 19:05  |  CRISE NO TRANSPORTE COLETIVO

Marcelo Serafim defende nova matriz de transporte coletivo para Manaus

DIRCOM - CMM

Marcelo Serafim

 Vereador aponta falta de controle e afirma que “empresas de transporte coletivo em Manaus são cercadas por bandidos”


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Depois de fazer um breve balanço do transporte coletivo de Manaus, a partir da véspera da reeleição do prefeito Arthur Neto (PSDB), que prometeu não aumentar a tarifa do serviço, mas acabou autorizando o reajuste para R$ 3,80, o vereador Marcelo Serafim (PSB) destacou na manhã da segunda, 4, que o sistema “é comandado por bandidos” e apontou a necessidade da Prefeitura investir em uma nova matriz de transporte.
 
De acordo com o parlamentar, o prefeito precisa avaliar, por exemplo, a ampliação do sistema alternativo e buscar meios para facilitar o acesso de milhares de motoristas que estão desempregados a linhas de financiamentos destinadas a viabilizar a compra de micro-ônibus.
 
“Será que se muitos desses profissionais que estão parados hoje tivessem acesso a linhas de crédito para comprar seus próprios ônibus, eles não conseguiriam oferecer um melhor serviço à cidade? Será que teríamos esse tipo de comportamento se esse poder dos rodoviários fosse descentralizado?”, questionou.
 
Sem controle 
 
Marcelo destacou, ainda, que o quebra-quebra registrado no Terminal 4, na zona Leste, na manhã desta segunda-feira, serviu para evidenciar que o sistema está sem controle, porque o prefeito Arthur Neto “errou feio”, após a sua reeleição, e com o passar do tempo o sistema acabou quebrando.
 
Segundo ele, “por irresponsabilidade e inoperância de uma gestão que não soube assumir as suas responsabilidades o sistema quebrou” e hoje o usuário sofre e paga as consequências.
 
“O pior sistema de transporte é o que não existe, que é o que nós estamos vivendo hoje. Quem dera que a população tivesse pelos menos ônibus velhos”, argumentou.
 
De acordo com Marcelo Serafim, a situação se agravou em Manaus porque o que se tem “é uma verdadeira quadrilha comandando as empresas e o Sinetram”.
 
“As empresas de transporte coletivo são cercadas por bandidos e é bom que se diga que nenhum empresário está preocupado com o bem-comum e o interesses da sociedade”, disparou, lembrando ter sido vítima desse grupo de “bandidos e criminosos”.
 
Marcelo destacou, ainda, que os fatos vivenciados agora são as consequências das ações e omissões recentes, e criticou a “irresponsabilidade extremada” do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus.
 
“Os empresários são bandidos sim, mas os rodoviários, representados por Givandir, são irresponsáveis. São pessoas que não têm o mínimo de compromisso com a cidade de Manaus e com os trabalhadores que saíram de suas casas, pagaram as suas passagens e foram abandonados dentro dos terminais”, observou.
 
Na avaliação do vereador, essa situação caótica que vem sendo registrada sistematicamente na cidade precisa acabar e a Prefeitura de Manaus deve assumir a responsabilidade e aproveitar a maioria que tem na Câmara Municipal para tomar para si o controle do sistema de bilhetagem eletrônica.
 
 

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