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07.03.2018 - 17:05  |  DIA DA MULHER

Mulheres fazem ato unificado de protesto contra perda de direitos na Praça da Saudade

Reprodução - Face

Gilda afirma que dia 8 de março não é dia de festa, mas de luta e protesto

Por Elizabeth Menezes  

As mulheres formam a maioria da população e do eleitorado no Brasil, mas têm pouca participação na política e continuam a votar nos homens, fato a ser lembrado no Dia Internacional da Mulher, data comemorada nesta quinta-feira 8. É a opinião da assistente social Gilza Batista. Ex-presidente do PT no Amazonas, integrante da Comissão executiva da Secretaria estadual das Mulheres do PT, Gilza Batista participa da comissão organizadora do evento desta quinta-feira 8, que inclui caminhada e evento cultural no centro de Manaus.
 
Nesta entrevista, ela também aproveita para elogiar Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ex-presidentes da República do seu partido, pela criação de programas sociais privilegiando a mulher, porque ela “sabe das necessidades da casa e melhor administrar”. 
 
Confira a entrevista.

O que vai acontecer neste dia 8 de março, aqui em Manaus?
 
Nós, do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus e as organizações sociais, vamos realizar um ato unificado aqui em Manaus, a partir das 15h, na praça da Saudade, onde vai ser a concentração. Depois, vamos fazer uma caminhada  pelo Centro, encerrando às 18h, na Praça São Sebastião, onde também teremos um ato cultural. É um evento internacional. O nome é Paralisação Internacional das Mulheres: perda de Direitos? Eu não aceito.
 
A senhora disse que é um movimento internacional.
 
Sim, é um movimento internacional. As mulheres estão se sentindo muito prejudicadas, na atualidade, na questão da desvalorização do nosso trabalho, bem como dos nossos salários também. E aqui no Brasil, como nós estamos vivendo um momento de retrocesso, um momento de golpe político também, nós queremos assinalar nesse dia o nosso protesto.  A sociedade precisa observar melhor a situação. Os governos precisam cuidar melhor da causa da mulher a respeito do trabalho, do salário. Enfim, dos nossos direitos. De nós.

Então, vão aproveitar o Dia Internacional da Mulher, para fazer essa manifestação?
 
Sim. Porque o 8 de março é um dia de luta. Muitas pessoas não conhecem a história do dia 8 de março, uma data em que morreram 129 operárias numa fábrica. Elas estavam em luta pelos seus salários. Depois a ONU reconheceu e criou o 8 de março. Então para nós, mulheres, o 8 de março não é um dia de festa. É um dia de protesto, um dia de luta, um dia em que lutamos para defender as nossas conquistas, os nossos direitos e não aceitamos nenhum direito a menos.

Durante todos esses anos de luta das mulheres, dá para citar ganhos e conquistas, ou ainda é muito pouco?
 
Eu acho que nós tivemos no governo Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) e Dilma (Rousseff) grandes conquistas, como os programas sociais Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. Também os programas de assentamento do Incra. Mas eu vou falar desses dois: Bolsa Família e Minha Casa, Minha vida, que eram concedidos em nome da mulher. Porque é a mulher que administra o lar, administra o dinheiro, administra as crianças. Ela é quem sabe as necessidades da casa e quem sabe melhor administrar. Também nós temos, no Brasil, o programa Saúde da Mulher.  São conquistas de muita organização e de muita luta. Nós, do PT, temos uma secretaria, onde nós lutamos pela emancipação das mulheres. Somos a metade na direção, que é a conquista da paridade. A gente iniciou, bem lá atrás, com 30%, garantindo  30% das mulheres na direção, igual na legislação eleitoral. Mas depois nós avançamos na organização interna, para ser metade mulheres e metade homens. Sendo que precisa (participar) juventude, mulheres negras. Então é uma secretaria onde trabalhamos em prol das mulheres.

É esperado a participação de um grande público para o ato deste dia 8? Qual a expectativa dos organizadores?
 
Nós vivemos um momento difícil de mobilização. Mas estamos conversando com outros segmentos. Estamos na rádio, estamos no Facebook, nas redes sociais, divulgando isso e convidando as mulheres. Então, quero convidar você e outras mulheres. Porque, quando a gente luta, muitas vezes a gente não conquista. Mas lutando, talvez a gente consiga conquistar.  Este é um ano eleitoral. É o ano que também a mulher precisa entrar na disputa política. Nós precisamos aumentar o número de mulheres na política. A nossa participação é muito pequena, embora sejamos a maioria do eleitorado e também a maioria da população. Mas nós ainda votamos nos homens.  Este ano, eu convido as mulheres para participar da política. Escolha um partido. Participe. Não seja só aquela mulher que apenas vai votar. É importante votar mas, principalmente, é importante escolher as representações femininas.
 

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