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11.06.2019 - 16:45  |  Plano Dubai

Plano Dubai é uma brincadeira de péssimo gosto com a Zona Franca, afirma Serafim

Assessoria de Imprensa

Serafim Corrêa

Serafim destaca que, inicialmente, o anúncio do Plano Dubai vai afastar novos investimentos do Polo Industrial de Manaus 
 
O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) criticou, na manhã desta terça-feira (11), o projeto do Governo Federal batizado de “Plano Dubai”, que propõe novas matrizes econômicas para a região amazônica com o objetivo de por um fim nos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).
 
“Esse Plano Dubai sem antes se pensar em infraestrutura para a região amazônica é mais uma promessa. Então, o Governo Federal diz por um lado que não tem dinheiro para pagar o programa Bolsa Família neste mês e está dizendo que tem um Plano Dubai para fazer investimentos de bilhões de dólares aqui na Amazônia? Eles estão brincando com a gente, vão querer que a gente acredite nessa história? Brincadeira”, disse Serafim durante discurso.
 
Reportagem da Folha de São Paulo publicada na tarde desta segunda-feira (10) revelou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) prepara, por meio da Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), um novo projeto que propõe diversificar a matriz econômica da região Norte com agronegócio, turismo e biotecnologia.
 
Segundo a reportagem, o projeto foi apelidado pelo titular da Sepec, Carlos da Costa, como “Plano Dubai”, por ser uma referência ao emirado que, no passado, previu o fim de suas reservas de petróleo e gás. O programa pretende estimular cinco polos econômicos: biofármacos, turismo, defesa, mineração e piscicultura. 
 
Mas Serafim alerta, que sem superar as barreiras de infraestrutura impostas pelo excesso de burocracia, a região não terá viabilidade mínima para avançar em outras matrizes. 
 
“O Brasil tem disposição para vencer as barreiras burocráticas que são imensas? Nós estamos há 35 anos tentando abrir a BR-319, são duas gerações e não conseguimos. Aqui não se consegue construir um porto novo por questões burocráticas. Ora, se nós não conseguimos nem sequer superar a burocracia, que dirá os recursos que são necessários para, por exemplo, levar uma extensão do Linhão de Tucuruí de Itacoatiara a Autazes, para poder viabilizar a silvinita. Então, tudo isso são bilhões de dólares a serem investidos e eu não creio que o Governo Federal tenha essa bala na agulha”, declarou o deputado.
 

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