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01.01.2018 - 06:05  |  ENTREVISTA DA SEMANA

Plínio Valério anuncia saída do PSDB por considerar impossível sonhar no ninho tucano

DIRCOM - CMM

Plínio Valério sente-se tolhido no ninho tucano

  

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
A partir de março do próximo ano o PSDB do prefeito Arthur Neto ficará sem representante na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), com o regresso de Sidney Leite (PROS) e a saída do suplente tucano Donmarques, e com apenas um parlamentar na Câmara Municipal de Manaus (CMM), porque Plínio Valério já anunciou a saída as legenda.
 
Amigo de primeira hora, desde 1981 de Arthur Neto, cacique da sigla no Amazonas, o vereador Plínio Valério sente-se tolhido e justifica o seu desejo de mudar de legenda porque almeja alçar novos voos e por considerar impossível sonhar no ninho tucano.

Confira a entrevista
 
1) Vereador qual a sua avaliação do seu papel na Câmara Municipal de Manaus em 2016? Quais as ações que merecem maior destaque?
 
 Fiz o que pude. Fechei o ano com a aprovação de uma Lei que vai punir quem jogar lixo nas ruas.
 
Conseguimos, atendendo pedido de representantes indígenas, que o prefeito autorizasse a criação de uma Coordenação de Politicas Indígenas no Poder Executivo.
 
 Nossas emendas parlamentares foram todas direcionadas a Associações que lutam pela melhoria de vida dos desvalidos, num total de 15 emendas.
 
 Consegui incluir na grade curricular da Rede Municipal de Ensino, como temas transversais, os temas Crimes Sexuais e Suicídio, por entender que nossas crianças precisam tomar conhecimento de temas tão importantes dentro das escolas, e não só pela televisão. Enfim, conseguimos avançar em coisas assim.

2) Em 2016 o senhor mostrou-se ferrenho defensor do prefeito Arthur Neto, mas nesta legislatura o senhor foi, digamos, menos combativo. Qual a explicação para essa mudança de conduta?
 
Nunca fui ferrenho defensor do Artur. Sempre fui seu companheiro e amigo, daqueles que dizem o que tem que ser dito. Os gestores, por melhores que sejam suas intenções, não acertam sempre. Nos acertos defendi e exaltei, nos erros, critiquei. Amigos de verdade agem assim.
 
Não mudei de conduta não. Continuo sendo o mesmo. E pretendo continuar assim até encerrar minha carreira política. Aliás, pagando um preço muito alto por ser assim.
 
3) Recentemente o senhor manifestou a intenção de deixar o ninho tucano. O senhor sente-se desprestigiado pelo seu amigo e prefeito Arthur Neto?
 
Pretendo deixar o PSBB sim. Até março farei isso.
 
Dizer que estou desprestigiado seria achar que mereço muito prestígio. Digamos que eu me sinto tolhido, parado no tempo.
 
Não entrei na política para fazer dela um modo de vida, mas um canal de luta pela causa pública. Fui eleito vereador três vezes e é hora de tentar coisa diferente.
 
4) Já há uma definição com relação ao partido para o qual o senhor mudará? Quais as possíveis opções?
 
Tenho conversado com bastante gente, de partido pequeno. Tenho que manter meu discurso. Os grandes não me querem e eu não quero os grandes, há um consenso. Até lá resolveremos essa questão.
 
5) Quais seus planos para 2018?
 
  Ser candidato ao Senado.
 
6) Como avalia a intenção do prefeito Arthur Neto lançar-se candidato à Presidência da República, de conquistar a simpatia dos seus pares no país se não consegue nem mesmo aglutinar fo rças no Amazonas?
 
O Artur é um ser político por natureza. Ignorar o que ele pensa e pretende, é um erro fatal.
 
Já estive com ele muitas vezes no campo de batalha e privei de algumas confidências e estratégias. Daí afirmar que ele vai sair fortalecido dessa batalha.
 
7) No momento em que tanto se discute a necessidade de se renovar na política, o que o senhor entende, classificaria como NOVO nesse processo? Novos nomes, novas formas de fazer política e gestão ou o simples resgate das boas práticas esquecidas?
 
Ser novo na política não é ser jovem e bonito. Ser novo é ser diferente de tudo isso que aí está. No Colégio Eleitoral, que marcou o fim da ditadura no Brasil, Tancredo Neves tinha 75 anos e Paulo Maluf acho que 53 anos e quem venceu foi Tancredo porque era diferente da prática vigente.
 
Ser novo é poder fornecer o número do CPF sem medo durante a campanha. Ser novo é defender o fim do Foro Privilegiado, duas coisas que farei em nossa campanha ao Senado.
 
8) Quais os predicados necessários para se almejar o Governo do Estado, o Senado e a Presidência da República?
 
Até pouco tempo era ser preparado, articulado, justo, conhecer os problemas sociais e econômicos e apresentar soluções. Mas, isso mudou, parece que o melhor predicado é ser honesto o que na verdade, é desnecessário, porque honestidade é pré-requisito. Ser honesto é obrigação de todos. Sejam eles, políticos ou não. No meu caso, candidato ao Senado, creio que o mais forte é ter a consciência de que o Amazonas precisa e merece voltar a ter voz e vez no cenário nacional. Fazendo o que tantos outros já fizeram, assim como Fábio Lucena, Jeferson Peres e o próprio Artur, defender o Amazonas como quem defende sua cria.
 
 
9) Tomando por base esses critérios apontados pelo senhor, quais seriam os melhores candidatos para esses cargos?
 
Isso vamos ver e saber durante a campanha que se avizinha.

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