Quarta-feira | 20/06/2018
▸ Acompanhe nas redes

NOTÍCIAS / politica
Enviar por e-mail Compartilhar Imprimir

06.03.2018 - 13:05  |  TRANSPORTE COLETIVO

Plínio Valério defende CPI para investigar desmandos do transporte coletivo em Manaus

DIRCOM - CMM

Plínio Valério


Chico e Jaildo propõem audiência pública para discutir os problemas registrados no setor de transporte público 

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
O vereador Plínio Valério (PSDB) defendeu na manhã da terça-feira, 06, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Manaus (CMM) para investigar de forma detalhada os desmandos registrados no sistema do transporte coletivo de Manaus que há vários anos vem penalizando a população.
 
Segundo ele, a Câmara não pode ser omissa na questão do transporte coletivo, porque a situação é grave e só por meio da implementação de medidas mais duras como, por exemplo, a instalação de uma CPI será possível identificar responsabilidades e apontar as melhores soluções para o problema.
 
“Essa é a única forma de mostrar para esses empresários que nessa cidade tem uma Câmara Municipal, tem um poder Legislativo. Esse problema se arrasta há vários anos e precisamos instalar uma CPI para identificar responsabilidades e cobrar soluções”, argumenta, destacando que a população cobra uma posição dos parlamentares que só podem investigar.
 
Na avaliação de Plínio, a CPI se faz necessária porque os empresários continuam “mandando do setor e fazem o que bem entendem”, prejudicando o usuário do sistema, que paga passagem e merece respeito.
 
“Precisamos fazer cumprir a Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman) e defender os interesses da população, que continua refém desse grupo de empresários que só vislumbra lucros”, completou, reconhecendo que não é fácil conseguir 14 assinaturas para a instalação de uma CPI.
 
Plínio lembrou, ainda, já haver recorrido recentemente ao Ministério Púbico para fazer cumprir a Loman, que aponta a obrigação de os empresários mandarem, trimestralmente, à Prefeitura de Manaus e à Câmara Municipal certidões negativas do INSS, FGTS, ISS e Caged – cadastro de empregados e desempregados do setor –, sob pena de perderem a concessão, mas não logrou êxito. 
 
“O Ministério Público não levou adiante a minha ação dizendo que eu não tinha legitimidade para questionar, porque não estava afetado. Então só fiz rir e lamentar. A gente vê que o poder dos empresários nessa cidade é muito mais longo, mas a gente tem que enfrentar. Estamos aqui colocados pela população. Eu quero fazer a minha parte, que é gritar e denunciar”, argumentou destacando que se a lei fosse cumprida seria possível acompanhar os recolhimentos e melhor defender os direitos dos trabalhadores.
 
Audiência
 
Já os vereadores Marco Antônio Chico Preto (PMN) e Jaildo Oliveira (PCdoB) propuseram a realização de uma audiência pública na quarta-feira, 07, para discutir problemas como, por exemplo, o não pagamento dos reajustes salariais da categoria, a falta de segurança e a ineficiência do setor, que opera com ônibus velhos e presta serviços “cada vez piores à população”.
 
Segundo ele, a população clama por providências urgentes, porque já não suporta mais conviver com sobressaltos como, por exemplo, os provocados pelas greves dos ônibus, que estão sendo registradas de forma cada vez mais frequente em Manaus.
 
“A audiência representa o primeiro passo para avaliar a crise registrada no setor, que precisa de ônibus novos, empresários novos e regras novas, porque as atuais estão apodrecidas”, argumentou, destacando que a Câmara precisa agir para evitar a greve programada para a próxima quinta-feira, bem como discutir e propor saídas para a crise do sistema”, argumentou Chico Preto, revelando-se favorável à proposta da CPI.
 
Jaildo lembrou que muitos problemas estão sendo registrados no sistema de transporte coletivo de Manaus há vários anos e pouco ou quase nada tem sido feito para encontrar soluções.
 
“O trabalhador quando faz greve é porque não suporta mais, não encontra outra saída para defender os seus direitos. Entretanto, muitos só sabem criticar o sindicato dos trabalhadores, que estão há dois anos sem aumento nos seus salários”, afirmou.
 
 
 

MAIS NOTÍCIAS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

E-mail:

* Seu e-mail não será publicado

Mensagem:
Publicidade
Publicidade
Publicidade

CURTA-NOS