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29.03.2019 - 17:00  |  ENTREVISTA

Problema da saúde no Amazonas não se resolve em menos de cinco anos, afirma Serafim

Assessoria de Imprensa

Serafim Corrêa

 

Serafim propõe mais transparência e informatização ao governo Wilson Lima e considera impossível aprovar, hoje, a Reforma da Previdência nos moldes propostos pela equipe de Bolsonaro 
 
 
Elizabeth Menezes 
 
A crise registrada na saúde do Amazonas é grave e não se revolve em menos de cinco anos. A observação é do deputado estadual Serafim Corrêa, presidente de honra do PSB Amazonas, que defende a implosão do modelo de terceirização em operação no setor e a realização imediata de um concurso público para viabilizar a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
 
Defensor da reestruturação do setor, com a substituição gradativa dos serviços prestados pelo “Sistema de Saúde Privado”, responsável pela geração de “valores absurdos e impagáveis”, Serafim lembra que o   governo estadual deveria gastar 12% da receita corrente líquida do estado em saúde, mas hoje gasta 24% e a população não tem acesso à saúde.
 
 
Serafim reafirma que o sistema de saúde em operação no Amazonas é errado, destaca que a crise não se resolve em menos de cinco anos e que se ficar tudo como está pode colocar a Casa da Moeda para fazer dinheiro e mesmo assim ainda vai faltar recurso para o setor. 
 
 
Serafim também considera impossível aprovar, hoje, a Reforma da Previdência nos moldes propostos pelo governo Bolsonaro.
 

Confira a entrevista


Como o senhor avalia a minirreforma administrativa colocada em prática pelo governo Wilson Lima? 
 
De forma natural. Cabe ao governador fazer os ajustes necessários à administração

E a mudança na liderança do governo na ALEAM, a saída do deputado Carlinhos Bessa? 
 
Vamos aguardar. Isso é competência exclusiva do governador
 
O que o senhor propõe ao governo no que diz respeito a essa minirreforma? O que precisa ser feito?
 
Mais transparência e mais informatização
 
 
Em seus discursos na Assembleia Legislativa, o sr. tem defendido que o governo estadual deveria realizar concurso público para a área da saúde. Essa seria a solução para os grandes problemas do setor?
 
 
- A meu ver, sim. Essa é a regra da Constituição, além de ficar muito mais barato do que a desenfreada terceirização.
 

A terceirização na área de saúde trouxe mais problemas do que benefícios?
 
- O sistema como está é insustentável. Eram 15 empresas médicas e hoje são 150 empresas alugando mão de obra para o Estado, para prestar os mais elementares serviços na área de saúde. Empresas médicas de alta especialidade até se justifica, mas generalizar levou ao quadro em que vivemos. Para reverter, se começar a fazer a transição agora para o que preconiza o SUS, levará pelo menos uns cinco anos.
 
O que aconteceria com a extinção de contratos do governo com as cooperativas médicas? 
 
- Não é isso que defendo. As empresas médicas especializadas entendo que até devam continuar, mas a generalização não é sustentável.
 

O Estado tem capacidade para, em curto prazo, substituir as empresas terceirizadas do setor?
 
- Em curto prazo, não. Como disse antes, levará cerca de cinco anos.
 
 
Defensores do atual governo argumentam que em pouco tempo de administração não é possível resolver problemas herdados do passado. Qual a sua opinião?
 
- Realmente foram vinte anos rumando numa direção. Reverter isso em três meses é impossível. Como eu disse, levará cerca de cinco anos.


E sobre a reforma da Previdência?  Tem risco de não ser aprovada de acordo com o projeto do  governo,  especialmente agora,  com essa desavença pública entre o presidente da República e o presidente da Câmara dos Deputados?
 
- Diria que hoje é impossível de ser aprovada nos moldes propostos.
 
O agora ex-presidente Michel Temer não conseguiu aprovar o  projeto do seu governo para a Previdência. Qual é a diferença entre as duas propostas e do momento político de antes e de agora?
 
- Esta é mais dura ainda contra os pobres e menos favorecidos.

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