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01.01.2018 - 06:10  |  ENTREVISTA DA SEMANA

Reforma do ICMS Interestadual precisa ser acompanhada de perto, alerta Antônio Silva

Assessoria de Imprensa

Antônio Silva

 Presidente da FIEAM considera imprescindível promover o fortalecimento da Suframa e ações para atender as demandas na área de infraestrutura

 
Por Warnoldo Maia de Freitas
 
O presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (FIEAM), Antônio Silva, está otimista com relação ao desempenho do Polo Industrial de Manaus e apesar da retração de 2,71% registrada no número de empregos ele prevê um incremento de 14% no faturamento em dólar deste ano, no comparativo com o exercício passado.
 
Para 2018 ele prevê um ano com menos turbulência, mais favorável à economia, com a manutenção da inflação controlada e os juros em queda, mas não deixa de apontar a necessidade de se acompanhar de perto as questões relacionadas à Reforma Tributária envolvendo o ICMS Interestadual. 

Confira a entrevista.
 
Manausolimpica – Presidente, como o senhor avalia o desempenho da economia este ano?
 
Antônio Silva - A indústria enfrentou um ano difícil, com melhora verificada a partir de setembro, que deve refletir no aumento do faturamento do Polo Industrial de Manaus, que deve fechar o ano em US$ 25 bilhões, superando em 14% o ano de 2016. Essa previsão em Real, deve atingir faturamento de R$ 79,9 bilhões, superior em cerca de 7,25% ao ano anterior. Mas a recuperação do consumo das famílias ainda é lenta devido ao alto desemprego.
 
Infelizmente, ocorreu uma retração no contingente de trabalhadores do PIM, em torno de (-) 2,71%. Estimando-se que findo o ano de 2017 tenhamos um total de 83.559 empregos ocupados.
 
Quais as principais conquistas da FIEAM?
 
- Um dos fatores importantes para a retomada da economia foi sem dúvida a aprovação da reforma trabalhista, com a regulamentação do trabalho terceirizado, entre outros avanços. A FIEAM, como parte integrante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), atuou fortemente no apoio da aprovação da mudança.

Quais as perspectivas para 2018
 
- Em 2018, deveremos ter um quadro mais favorável para a economia, com a manutenção da inflação controlada e os juros em queda.

Quais os principais desafios e gargalos enfrentados pelas empresas?
 
- As nossas demandas nas áreas de infraestrutura, energia elétrica, comunicações, educação, segurança, saúde, recuperação e manutenção da BR-319, Porto Público e o fortalecimento da Superintendência da Zona Franca de Manaus, continuam sendo imprescindíveis em 2018 para que o progresso e o bem esta atinjam a todos. Assim como será também importante o cuidado que deveremos ter no tocante ao acompanhamento das questões relacionadas à Reforma Tributária envolvendo o ICMS Interestadual.
 
- Teremos em 2018 de continuar atentos na manutenção do diferencial tributário da ZFM, que continua sendo o principal atrativo para a implantação de empresas que geram empregos, investimentos e inovações tecnológicas. Não obstante teremos que priorizar novas alternativas econômicas capazes de contribuir para a superação de obstáculos que nos impede de alcançar resultados mais satisfatórios econômica e socialmente.
 
Como avalia as reformas trabalhista e previdenciária?
 
- As reformas são fundamentais para o Brasil. A aprovação da reforma da Previdência, se imediata, vai trazer um alívio para o déficit fiscal, além da economia em torno de 600 bilhões de reais até 2028. Vai gerar economia para os cofres públicos e propiciar a retomada do investimento estatal em suas áreas de competência, ao mesmo tempo em que vai afastar o risco de calote do governo, situação que atrai o investimento de longo prazo.

E essa questão que afeta o polo de concentrados?
 
- Teremos de continuar atentos na manutenção do diferencial tributário do polo na ZFM, que continua sendo o principal atrativo para a implantação das empresas do setor aqui instaladas, gerando empregos, investimentos e inovações tecnológicas.
 

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