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20.09.2018 - 12:15  |  Preço dos combustíveis

Serafim culpa monopólio do refino pelo aumento constante dos combustíveis

Assessoria de Imprensa

Serafim Corrêa defende competitividade

Serafim destaca que se as distribuidoras e, até mesmo postos de combustíveis, tivessem a importação facilitada, o preço final do combustível seria bem menor, pois haveria competitividade.
 
O deputado Serafim Corrêa (PSB) lamentou mais um aumento no preço da gasolina, que hoje já ultrapassa os R$ 5, em Manaus. Da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta quinta-feira, 20, o parlamentar disse que, apesar da quebra do monopólio da extração do petróleo, ainda existe um “monopólio no refino”, o que encarece o produto final.
 
“Verifico que, em Manaus, e isso não é apenas só aqui, o preço da gasolina já passa dos R$ 5. Entendo que este assunto não pode ser tratado no viés de eleição. Tem que ser tratado de uma forma mais ampla. O que está por traz disso, é que o preço dos derivados dos combustíveis não podem variar apenas em função do dólar. O Brasil efetivamente tem um monopólio, embora o monopólio da extração tenha sido quebrado,  a verdade é que o monopólio do refino não foi”.
 
O líder do PSB na Casa Legislativa explica que se as distribuidoras e, até mesmo postos de combustíveis, tivessem a importação facilitada, o preço final do combustível seria bem menor, pois haveria competitividade.
 
“O Brasil faz algo que é a mais absoluta contradição. Ele extrai o petróleo, vende o petróleo in  natura e compra combustível, ou seja, ele gasta frete para mandar petróleo para o exterior e gasta frete para trazer o combustível. Vocês já imaginaram se fosse quebrado o monopólio do refino – que hoje, 99% está nas mãos da Petrobras – e fosse quebrado da Petrobras esta primazia, que tem de estabelecer os preços dos combustíveis e deixasse o preço flutuar livremente? Haveria competição. Se você facilitar e induzir a importação pelas distribuidoras e até mesmo pelos postos de combustíveis, nós teríamos preços menores”, disse.
 
Após a paralisação nacional dos caminhoneiros em função do aumento do óleo diesel, em maio deste ano, a categoria conseguiu que o  preço do diesel fosse congelados até o fim do ano. Serafim ainda lembrou que o próximo Presidente da República está sujeito a enfrentar uma nova paralisação dos caminhoneiros, no dia 1º de janeiro de 2019, quando o subsídio não for mais concedido à categoria.
 
“Entendo que a sociedade brasileira exige um debate mais amplo sobre isso e a mudança dos paradigmas que nos impuseram ao longo dos tempos se exauriram. Eles não sobrevivem  mais ao mundo de hoje. Quando isso acontece é inevitável que encontremos outros caminhos. Lembrando que  há o subsídio para o óleo diesel aos caminhoneiros e isso vai valer até o dia 31 de dezembro. O próximo presidente, seja quem for, vai assumir com a queda do subsídio, o que significa dizer o aumento do óleo diesel no dia primeiro de janeiro. Isso pode resultar num novo movimento dos caminhoneiros que teve o resultado que teve”, concluiu.
 

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