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29.08.2018 - 10:30  |  RECESSO BRANCO

Vereadores debocham e fazem sessão relâmpago de 45 minutos. Pode isso, Arnaldo?

Assessoria de Imprensa

Fachada da Câmara Municipal de Manaus


A regra pode até ser clara, mas a conduta dos parlamentares desponta como um deboche a quem tem que trabalhar 8 horas por dia

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) bateu o seu próprio recorde na manhã desta quarta-feira, dia 29 de agosto de 2018, ao realizar uma sessão relâmpago de apenas 45 minutos e encerrar as atividades no plenário às 10 horas, sob a alegação de que a pauta estava zerada.
 
A desculpa apresentada pelos representantes do povo para a realização de mais uma sessão relâmpago, desta vez de apenas 45 minutos, suscitou reflexões e questionamentos sobre o que realmente está ocorrendo na capital do Amazonas e com os seus políticos neste período eleitoral.
 
Quer dizer, não há pauta porque todos trabalharam muito? Porque Manaus já foi transformada no “paraíso”, na “cidade inteligente” apresentada na propaganda oficial, ou porque a maioria dos vereadores está empenhada na conquista de votos para consolidar objetivos pessoais e se equivoca ao ignorar a busca de soluções para os principais problemas da capital?
 
É bem verdade que muita gente sabe que vereador não tem praticamente nenhum poder de decisão, mas, ultimamente, neste negado "recesso branco", muita “gente boa”, que está mais preocupada em conquistar votos, sequer tem aparecido no plenário da Câmara Municipal de Manaus para, pelo menos, mostrar a cara e dizer que está ali, querendo trabalhar, discutir projetos, buscar soluções.
 
A regra pode até ser clara, como bem destaca a resposta dada ao questionamento “Pode isso, Arnaldo?”, aquele bordão criado pelo comentarista global Galvão Bueno. Mas, nem por isso deixa de ser um “deboche” ao trabalhador normal que todos os dias é obrigado a trabalhar pelo menos oito horas por dia.
 
Mas, a julgar pela constância da conduta adotada, os parlamentares deixam claro que não estão mesmo nem aí para a opinião pública. Quer dizer,  para eles, “se pode, pode; e se não pode, eles continuam fazendo”, porque eles acreditam que podem tudo.
 

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