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16/01/2018 - 20:05

A CULPA É DO PAI

Alcides Costa  

Não! Não cairei na esparrela (ainda se usa?) de culpar a mãe, ou melhor, às mães, submetendo-me ao milenar machismo que grassa pelo mundo. A culpa é do pai mesmo. Indivíduo sem caráter, mas carismático e sedutor, vem ao longo de tantas décadas, enganando moçoilas incautas Brasil afora, originando prole de péssima qualidade, com raras e briosas exceções. Foi desse pai degenerado que tais filhos herdaram os genes defeituosos que lhes imprimiram as características deletérias que ostentam. As mães, coitadas, pouco puderam fazer, na sua solidão e inexperiência, para tentar endireitar os tão tortos rebentos que puseram no mundo.

Ei rapaz!? Tá maluco? Tá falando de que? Ninguém tá entendendo nada. Que pai? Que mães? Que filhos? Que conversa é essa?
 
Peraí, já explico. Mas não falarei sobre os genitores, sobre o pai e as mães, até porque nunca os conheci mais de perto; o pouco que deles falei entretanto me veio de fonte segura.  Ater-me-ei somente aos filhos e suas nefastas ações, ao longo do tempo e do espaço.
 
A prole a que me refiro é a constituída pelos partidos políticos brasileiros...Ah, sim, começa a ficar mais claro né?
 
Pois sim. Não é bem definida a data exata em que veio ao mundo a primeira dessas, em sua maioria, “ovelhas transviadas”. Dizem que o primeiro parto foi ainda na primeira metade do século XIX. A partir daí a coisa não parou mais. Impressionante  o ardor genésico do pai safado, que não diminui com os anos. Pelo contrário, parece aumentar cada vez mais a produção, quase em série, desses descendentes indesejáveis. Consta que hoje existem 35 vivos e registrados e, o que é mais assustador, comenta-se que mais de 50 moçoilas estão grávidas atualmente, em diferentes estados de gestação! Bem verdade que nem todos sobreviveram, muitos morreram ainda na infância, de causas diversas: pré-natal mal feito, ou mesmo inexistente, anemia, ausência das vacinas essenciais, ambiente poluído em que ocorreu a gestação e os primeiros anos de vida, etc.
 
Dos que sobreviveram são raros os que gozam boa saúde; a maioria ostenta deformidades físicas evidentes, sendo o mais grave entretanto a presença das de ordem moral, dada a quase total falta de educação e dos cuidados que lhes garantissem a aquisição dos princípios e valores necessários à boa cidadania. Tanto é que não raramente estão  às voltas com a justiça devido aos atos ilícitos cometidos, desde os considerados de pequena monta, como bater carteira, por exemplo, até outros que surpreendem pelas somas envolvidas e pelo planejamento complexo e astucioso do delito. 
 
Tais indivíduos apresentam forte propensão ao crime. Mentem com a maior cara de pau. Fazem promessas desmedidas e até impensáveis e depois “esquecem”. Fato curioso é que esse “surto” de mentiras parece proliferar mais em ciclos temporais de dois e quatro anos, recorrentemente. Isto até já chamou a atenção de pesquisadores que começaram a estudar o fenômeno nessa família singular, mas até agora não chegaram a nenhuma conclusão.
 
Nenhum cidadão de bem está livre de, em algum momento, se ver interagindo com um dos membros da mencionada família. Como falei, herdaram do pai uma conversa fiada, mas encantadora! Ao menor deslize você pode ser envolvido em algum golpe que lhe trará prejuízo. São mestres da dissimulação. Por uma tradição comum em certas famílias brasileiras o pai fez questão de nominá-los a quase todos começando com a letra P. As exceções são de alguns cujas mães não aceitaram tal imposição. Curiosamente nesse momento ocorre uma espécie de rebelião entre alguns desses filhos que estão procurando os cartórios para tirar o P do nome! Na verdade não sei se rebelião ou alguma solerte intenção de aplicar mais um golpe. Portanto cuidado, fique vigilante. Parece que neste ano de 2018 completa-se um daqueles ciclos que coincidem com o surto de mentiras. 
 
Alcides Costa (alcidescostam@bol.com.br)

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