▸ Acompanhe nas redes

COLUNISTAS
Enviar por e-mail Compartilhar Imprimir

03/05/2020 - 20:35

Mais Amazônia, menos Brasília

Fabiano Afonso

Realidades opostas

Fabiano Afonso *

As dificuldades ocorridas com o decorrer da pandemia sobressaltam uma problemática da realidade da vida dos amazonenses interioranos.

No que retrata esta realidade, nosso vice-presidente e general Hamilton Mourão acumulou conhecimentos notórios no decorrer de sua vida, tendo conhecimento da logística e realidade que vivem os Amazonenses.

Um ato nobre como a Bolsa Federal no valor de R$ 600,00 perde seu símbolo e ajuda quando não alcança a pobreza mais extrema deste Estado, tendo em vista que dos 61 municípios Amazônidas, apenas 9 possuem agências da Caixa Econômica e 10 com a capital Amazonense.

Diante de toda as dificuldades encontradas no dia-a-dia, em período de pandemia, utiliza-se de lotéricas que não são entidades financeiras, uma vez que são empreendimentos particulares, fazendo com que o cidadão assuma a responsabilidade do Governo Federal.

Não podemos deixar de levantar um grande erro no que diz respeito ao tratamento da covid-19 quanto a realidades opostas: O que funciona no interior de São Paulo, dificilmente funcionará em interiores do Estado do Amazonas. O ministro da Saúde impôs igualdade, ressaltando mais ainda a diferença entre os interioranos já citados, fazendo com que se torne uma ajuda mais parecido com uma CATÁSTROFE.

A realidade da pandemia nesta região do Norte do país, em municípios como Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira que não possuem leitos de UTI, apenas Unidade de Cuidados Intermediários (e só tem as duas exceções por serem sede de Brigadas de Infantaria de Selva, onde a mão amiga age com os seus dois Hospitais de Guarnições) e são lugares com dificuldade de acesso que só um conhecedor do Estado pode intercorrer e agir por lugares como estes citados. Composto de 61 municípios mais a capital, a realidade é dura e cruel. Os outros municípios sem atendimento médico que o SUS preconiza, a carência de UTIs é uma realidade do nosso dia a dia há 520 anos.

Indo além e ainda mais grave em Manaus o equipamento imprescindível para o diagnóstico precoce da COVID 19 o TOMOGRAFO só existe no sistema público em Manaus, em Parintins apenas um em uma clínica particular sendo a exceção.

Com a nomeação do general Eduardo Pazzuello para o cargo de Secretário Executivo do Ministro da Saúde, sendo ele conhecedor da realidade Amazonida, mostrando em seu primeiro pronunciamento as realidades continentais do Brasil, deixando evidente que a metodologia aplicada no Sul, não serve para o Norte do país.

O Conselho da Amazônia, com a intercorrência do vice-presidente Mourão só tem a ganhar, com 14 Ministérios com assento, e que estes venham a se transformar em investimentos em infraestrutura tão necessária no nosso Estado.

O Brasil sempre esteve de costas para o povo amazonense, fazendo com que este povo erguesse a cabeça e cuidasse do seu patrimônio cultural e a conservação da Amazônia depende da infraestrutura que poderia ter ajuda do Governo Federal, sendo o Conselho da Amazônia muito bem vindo para essa ajuda.

General Mourão para a conservação da nossa floresta Amazônica, porque a saúde dos Amazônidas foi relegada nos últimos 520 anos, faça justiça ao nosso Hino:

“Nas paragens da história o passado
É de guerras, pesar e alegria
É vitória pousando suas asas
Sobre o verde da paz que nos guia
Assim foi que nos tempos escuros
Da conquista apoiada ao canhão
Nossos povos plantaram seu berço
Homens livres na planta do chão
Amazonas de bravos que doam
Sem orgulho, nem falsa nobreza
Aos que sonham, teu canto de lenda
Aos que lutam, mais vida e riqueza!”

* Fabiano Affonso

2° Tenente R2 infante, NPOR/1°BIS
Engenheiro Agrônomo
Pós Graduado em Comunicação e Metodologia Rural e Macroeconomia
Estagiário do Curso de Especialização em Política e Estratégia – CEPE – ADESGAM
 
 
 

VEJA MAIS

Publicidade
Publicidade
Publicidade

CURTA-NOS