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20/03/2018 - 16:55

SEGURA AS MINHAS...

Edclei Vasconcelos

 * Edclei vasconcelos 

 
O amigo carteiro estava realizando as entregas das encomendas sob sua responsabilidade em várias lojas do centro da cidade. Um tanto cansado, devido o vai e vem; sobe escada, desce escada, sobe ladeira, desce ladeira e tendo que se desviar das pessoas que também passavam pelas ruas do centro. Porém, ele não desiste. Pois sabe que terá de concluir o trabalho e voltar à unidade de distribuição com 100% de sua percorrida diária.
 
O carteiro é guerreiro e bastante dedicado. Põem as caixas - pesando quase 30 quilos - no carrinho, às vezes no braço mesmo, e vai  embora de loja em loja, realizar as entrega das encomendas.
 
Sendo que, em uma determinada loja, ele se depara com a seguinte situação...
 
Logo na entrada da loja estava escrito: “SexShop”.
 
Inicialmente, ele estava com uma encomenda no braço. Ficou meio encabulado e sem jeito. Olhou para o endereço indicado pelo remetente que constava na caixa. Em seguida, levantou a cabeça e olhou novamente para o nome da loja.
 
Ao entrar foi logo perguntando: “Por favor, aqui é o número 444, de propriedade da senhora *Maria Clementina?
 
Em seguida, um rapaz muito atencioso o atende e responde com sua voz sutil e delicada: “É sim, senhor carteirooo. O que o senhor tem pra gente hoje?”
 
Ele olha para o rapaz e em seguida responde: “Eu não sei não, mas são três caixas grandes e um pouco pesadas”.
 
Em seguida pergunta: “Posso trazer as outras?”
 
O atendente lhe pergunta novamente: “E o que tem aí dentro dessa caixa, senhor carteiro!?”
 
O carteiro lhe responde:”Desculpe, mas não faço a menor ideia. Isso é confidencial. O meu trabalho é só entregar e coletar os objetos. Não temos permissão para saber o que vem dentro das encomendas, a não ser em alguns casos específicos, como de fiscalização da receita, entre outros, ok?”
 
O atendente sorri e diz: “OK. Tá certo, senhor carteiro! Então me mostre a nota fiscal, por favor?”
 
O carteiro responde: “Mas é claro. Aqui está!”
 
Ele olha para a nota, e em seguida diz: “Ah! Tá certo, senhor carteiro! Já sei do que se trata! São os nossos materiais, nossos produtos e brinquedinhos. HUMMM! Minha nossa! Já chegaram?!”
 
O carteiro responde: “É claro! Veio via SEDEX!”
 
Na mesma hora, o cliente elogia o serviço da empresa e diz: “Parabéns para vocês, nós estávamos realmente esperando ansiosamente essa carga. O senhor não sabe como fiquei feliz agora. Pode trazer as outras caixas, senhor carteiro.”
 
O carteiro responde: “Ok. Já estou a caminho...”
 
Como as caixas eram grandes e desconhecia o endereço, ele trouxe uma de cada vez, passando por entre as pessoas que se encontravam nas ruas do centro da cidade, gritando: “PESSOAL, POR FAVOR! SAIAM DA FRENTE! SAIAM DA MINHA FRENTE, POR FAVOR! LICENÇA! LICENÇA! COORRREIOS! COOORRREIOS!...” Rapidamente as pessoas liberavam a rua, dando um pouco mais de espaço para o carteiro passar. Ele chegou novamente à loja e entregou a segunda caixa. Retornando em seguida ao veículo para entregar a última encomenda.
 
Ao retornar para a loja, no momento em que entra na porta o carteiro esbarra em um ferro pontiagudo que se encontrava na parte de cima da porta de entrada da loja. O ferro rompe a fita e quebra o lacre, rasgando a caixa quase que ao meio. Imediatamente, algumas peças de objetos que estavam dentro da caixa começam a cair no chão, muitos saltitando para cima e para baixo, caindo dentro e fora da loja. Ao ver suas peças saltitando no chão, o atendente grita e pede desesperadamente ao carteiro...
 
 “MEU DEUS! MEU DEUS! AI SENHOR CARTEIRO!? SENHOR CARTEIRO!? POR FAVOR SENHOR CARTEIRO, SOCOOOORRO!? AJUDE-ME A PEGAR AS MINHAS POMBINHAS!?”
 
O carteiro agoniado, nervoso e surpreso com os brinquedinhos saltitando, põe a mão na cabeça e responde: “MINHA NOSSA, AMIGO! COMO SÃO GRANDES E GROSSAS AS SUAS POMBINHAS! DEIXA COMIGO! VOU COMEÇAR POR ESSAS DUAS AQUI...”
 
* O carteiro boa praça.
 

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