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22/12/2020 - 06:05

David quer uma tarifa de ônibus justa e um serviço eficiente

O prefeito eleito de Manaus, David Almeida

 A esperança está no ar


Por Warnoldo Maia de Freitas

O prefeito eleito de Manaus, David Almeida (Avante), começou a trabalhar para tentar desvendar o "mistério" das empresas que exploram o sistema de transporte coletivo urbano da capital do Amazonas e sempre alegam dificuldades financeiras, atrasam salários e o pagamento do décimo terceiro da categoria, bem como oferecem um serviço de péssima qualidade à população.

David Almeida já deixou claro que a sua gestão quer uma tarifa de ônibus justa e um serviço eficiente, bem como que vai fazer cumprir todos os contratos dos serviços concedidos, particularmente do transporte coletivo, que mesmo recebendo, por ano, cerca de R$ 156 milhões de subsídios da Prefeitura de Manaus, além da isenção fiscal do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o combustível e a remissão do IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para as empresas de ônibus de Manaus, além do subsídio do governo federal, que paga 50% da sua folha, sempre alega dificuldades.

O prefeito eleito afirmou na semana passada, durante coletiva à imprensa, que a frota de ônibus que atende a população de Manaus "está morta", reconheceu que o problema não é fácil de resolver, mas deixou claro que a gestão David Almeida e Marcos Rotta está buscando caminhos para resolver esse problema, que não é de fácil solução, porque os comandantes dos "mortos-vivos", "que já deveriam estar nos seus túmulos", não abrem mão de explorar o usuário do sistema.

Os empresários do setor queixam-se da falta de dinheiro, apesar de receberem algo em torno de R$ 5,30 por cada passagem - levando em conta os subsídios repassados ao sistema - e insistem em oferecer um serviço cada vez pior à população.

“A Prefeitura de Manaus já oferece um subsídio de quase R$ 13 milhões por mês aos prestadores do serviço, o que dá R$ 156 milhões por ano, e nós vamos encontrar um mecanismo para que  possamos ter um serviço de transporte público melhor, com ônibus novos", afirmou David Almeida.

Durante a coletiva à imprensa o prefeito eleito destacou que, tomando por base o preço médio de R$ 300 mil pago por cada ônibus, só com os R$ 156 milhões pagos pela Prefeitura de Manaus às empresas do sistema de transporte coletivo seria possível comprar 520 coletivos zero quilômetro a cada ano.

A julgar pelos dados divulgados chega-se à conclusão de que a falta de uma gestão comprometida com os interesses dos usuários é o maior problema registrado no sistema de transporte coletivo urbano de Manaus. Então, está mais do que na hora de abrir a chamada "caixa preta" desse sistema, para colocar luz sobre  os seus segredos. Afinal, a transparência é a pedra angular da gestão da coisa pública, mas, mesmo assim, muitos já tentaram, mas não tiveram êxito na missão. 

A literatura destaca que "seja por razões legais, éticas, morais ou políticas, garantir que todos os atos públicos possam ser conhecidos, verificados e auditados pela população é fundamental" para a gestão do bem público e, como todo mundo sabe, os subsídios repassados às empresas de ônibus são oriundos dos impostos pagos pela população.

Vamos aguardar porque, como está não pode continuar. 
 
 

 

 

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