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28/01/2021 - 06:30

Por que só agora, GAECO?

Questionamento

A hora é de salvar vidas e não de fazer política


Por Warnoldo Maia de Freitas 

Com a devida VÊNIA a quem couber, os membros do conhecido Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), precisam explicar para a população amazonense por que, somente a Covid - 19 conseguiu despertá-los para a real necessidade de combater as irregularidades registradas em Manaus e no Amazonas, particularmente, na área da saúde.

A Constituição Federal, aquela promulgada em outubro de 1988, destaca de forma bem clara que o Ministério Público EXERCE A DEFESA DA SOCIEDADE, mas não se viu tamanho empenho do GAECO diante, por exemplo, da "crise do oxigênio", provocada pelo descaso do Governo do Amazonas, segundo matéria divuldada pelo Estadão, que teria provocado a morte de muitas pessoas na rede estadual de saúde. 

De acordo com a matéria publicada em 16/01/2021, "pelo menos desde o dia 23 de novembro [2020], a Secretaria de Saúde do Amazonas sabia que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela Covid - 19", mas, mesmo assim muitos acharam melhor dar uma de quem comeu abiu - aquela tão conhecida fruta amazônica que cola os lábios -  e calaram a voz diante da dor do povo.

A situação de caos registrada na rede de saúde do Amazonas não é novidade para ninguém, mas, mesmo diante dos desmandos contumazes, poucas são as ações efetivas colocadas em prática pelas autoridades competentes para resolver o problema ou identificar e punir todos aqueles que atentam contra a saúde pública e deslocam para maus caminhos os recursos que deveriam ser usados para salvar vidas.

Uma das competências do MP é propor, por exemplo, Ação Civil Pública para defender os interesses difusos e coletivos, mas ninguém viu, ainda, nenhuma manifestação dos defensores da sociedade para cobrar do Governo do Amazonas ações efetivas para abrir mais leitos de UTI destinados a socorrer a parcela da população que busca socorro nas unidades de saúde, mas acaba sendo barrada na porta ou amontoada de forma desumana em salas sem capacidade para a prestação de um atendimento digno e  de qualidade.

Também não se viu nenhuma manifestação de desabono ou de indignação diante da conduta do ex-prefeito que, no auge das mortes provocadas pela pandemia da Covid 19, mandou enterrar os corpos das vítimas desse ínimigo invisível, amontoados, em covas coletivas, sem dar às famílias o direito sagrado de saber em que parte de terra estava o seu ente querido, para que todos pudessem, posteriormente, chorar a sua perda ou homenagear quem partiu. 

É bem verdade que a Covid - 19 mata e tem causado sofrimentos variados para milhares de famílias em todo o país, em todo o mundo, mas, ninguém deve fazer de conta que não sabe que a CORRUPÇÃO MATA MUITO MAIS.

A realidade dos fatos choca muita gente, mas, incomoda muito mais ver muita gente preferindo fazer política e fomentar o caos ao invés de procurar somar esforços e promover ações destinadas a salvar vidas.


 
 
 
 

 

 

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