Amazonense vê renascer, as vésperas de mais um período eleitoral, uma nova promessa de asfaltamento do trecho do meio da BR-319.
Por Warnoldo Maia de Freitas
O governo federal acabou de anunciar na manhã desta terça-feira, 31 de março de 2026, um edital para a pavimentação de 340 quilômetros "do chamado trecho do meio" da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
O orçamento inicial para essa parte da obra é de R$ 670 milhões e os editais para as licitações necessárias deverão ser publicados em 10 de abril de 2026, com previsão o início dos trabalhos para maio deste.
A autorização para o início das obras foi anunciado com entusiasmo pelos senadores Omar Aziz (PSD/AM) e Eduardo Braga (MDB/AM), após a formalização dos atos, com os dois parlamentares destacando o avanço e o compromisso firmado por parte do governo do presidente Lula.
Mas, após décadas de impasses e de interesses ocultos trabalhando contra a realização da obra, indispensável para o pleno desenvolvimento do Amazonas e efetiva integração do estado, que conta com um dos principais polos industriais do país, as dúvidas e desconfianças pairam no ar.
A preocupação é pertinente, porque, depois de tantas promessas não cumpridas, não se pode deixar de levar em consideração que o prazo estimado para a realização da obra gira em torno de 41 meses e depois do período eleitoral os humores podem se transformar siginificativamente e muita coisa pode mudar.
Mais uma promessa?
Cético, depois de tantas promessas vazias de asfaltamento da BR 319, para integrar o Amazonas ao resto do Brasil, com vice-presidente prometendo até mesmo comer a própria bonina, caso a obra não saísse do papel, o povo amazonense, particularmente quem precisa usar a rodovia e está cansado de enfrentar lama, no inverno, e muita poeira, no verão, vê renascer, novamente, as vésperas de mais um novo período eleitoral, a possibilidade de asfaltamento do trecho do meio da BR-319, que é uma rodovia federal que liga Manaus a Porto Velho, passando por 28 unidades de conservação ambiental.
Só resta, agora, esperar e torcer para que essa nova promessa se torne uma "doce realidade" e o sonho acalentado por muitos se concretize.