Manaus, 10 de Agosto de 2022

PF prende suspeito de ser mandante da morte de Bruno e Dom Phillips

Colômbia foi detido em flagrante por uso de documentos falsos.

Geral | 08/07/2022 - 10:30
Foto: Reprodução

Bruno Pereira e Dom Philips

 Da redação


A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira, 08/07, o peruano Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, suspeito de ser o mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no dia 05 de junho, no lago do Javari, em Atalaia do Norte, no Amazonas.

Segundo informações divulgadas pelo programa Hoje em Dia, da TV Bandeirantes, Colômbia foi detido em flagrante por uso de documentos falsos, mas ao ser ouvido na delegacia de Tabatinga, negou qualquer envolvimento com o crime.

De acordo com as informações da PF, Colômbia seria traficante de drogas e atuaria na compra de pescado ilegal de criminosos da região e estaria com suas operações sendo prejudicadas com as denuncias e ações feitas por Bruno Pereira.

Segundo a PF, que pretende pedir a prisão preventiva de Coelho, o acusado  não poderá ser solto por pagamento de fiança, porque a pena do crime de uso de documentos falsos é superior a quatro anos. 

Nesta sexta-feira também vence o prazo das prisões dos outros três suspeitos do crime: Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, Oseney da Costa de Oliveira, de 41 anos, o Dos Santos; e Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha.

Assassinatos
Dom Phillips, que era colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), foram vistos pela última no dia 5 de junho, na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares. Eles se deslocavam da comunidade ribeirinha de São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM), quando sumiram sem deixar vestígios.

O indigenista denunciou que estaria sofrendo ameaças na região, informação confirmada pela PF, que abriu procedimento investigativo sobre a denúncia. Bruno Pereira estava atuando como colaborador da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja) – entidade mantida pelos próprios indígenas da região. Entre as suas missões, estava a de impedir a caça e a pesca ilegal na reserva, bem como outras práticas criminosas. A Terra Indígena do Vale do Javari concentra o maior número de índios isolados ou de recente contato do planeta e qualquer aproximação com não índios pode desencadear um processo de extermínio desses povos, seja pela disseminação de doenças ou enfrentamento direto.

Segundo os autores do crime, a motivação do assassinato de Bruno e Dom teria sido justamente a atuação deles na denúncia de acesso e exploração ilegal da reserva. A PF chegou a dizer, nesta sexta-feira (17), que não haveria mandantes nem participação de organizações criminosas. A conclusão, no entanto, foi rechaçada pela Unijava, que, em nota, informou terem sido repassados dados sobre organizações criminosas que estariam atuando na região.
 
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