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19.07.2021 - 07:05  |  OPINIÃO TODO PODER EMANA DO POVO?

Aumento do Fundo Partidário é uma AFRONTA à sociedade. O PODER emana do povo?

Arte

Há controvérsias com relação à afirmação "O PODER EMANA DO POVO". Há quem diga que só mesmo na teoria

 

 


Por Warnoldo Maia de Freitas

As notícias revelam que tem muito brasileiro em situação de risco alimentar e que os índices de pobreza aumentaram de forma significativa no país, devido, em parte, à pandemia da covid-19, mas, ao invés priorizarem o desenvolvimento de ações destinadas a "colocar mais água no feijão do povo", parcela expressiva dos senadores e deputados federais resolveram, como de costume, cuidar primeiro do seu "baião" e trataram de  aumentar de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões o chamado "Fundo Partidário".

Tal conduta, adotada pelos "nobres" representantes do povo, eleitos, na teoria, para defender os interesses da população, é mais uma revelação de que parcela expressiva dos profissionais do voto é formada por APROVEITADORES, que não dão a menor confiança para o cidadão comum, que só merece tratamento especial, tratamento VIP, no período de eleição.

As teorias são belas e se fossem realmente trabalhadas para tornarem-se realidade, todos viveríamos em um país dos sonhos.

O PARÁGRAFO ÚNICO do artigo primeiro da Constituição Federal do Brasil diz:

"Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou  diretamente, nos termos desta Constituição".

Quer dizer, a manobra perpetrada com o aval de 40 senadores e sinal verde de 278 deputados federais, na aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2022 (LDO 2022), representa uma verdadeira afronta à Constituição Federal.

Sim, uma AFRONTA, pois os "nobres representantes do povo", deixaram o povo de lado, e agiram em benefício próprio, porque, diante da elevada taxa de desemprego registrada no país, da expansão do endividamento da população e da própria Nação, e da explosão dos índices do crescimento da pobreza, o eleitor ficaria feliz se os seus representantes abrissem mão dessa "FORTUNA" em prol de ações de assistência a quem precisa.

O momento é extremamente delicado, porque muitas condutas adotadas pelos "ilustres representantes do povo", ferem a soberania popular, e diante dos fatos uma pergunta desponta no ar:

"O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), vai ter forças para "ENCARAR" o Congresso e vetar o aumento de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões aprovado à toque de caixa na quinta-feira, 15/07, para o Fundo Eleitoral?".

A preocupação é pertinente, é adequada, é relevante. Afinal, o Brasil passa por mais momento difícil, provocado, em parte, pelos "vícios antigos" arraigados, pelo inimigo invisível que provocou a pandemia da covid-19, pelas estratégias equivocadas colocadas em prática para combater o novo coronavírus e o nóxio, a "erva daninha" que faz muita gente sonhar e não medir esforços para ficar rico da noite para o dia, sem  trabalhar. 

Na opinião de alguns amigos, consultados rapidamente no fim de semana no supermercado, na feira, no lanche e no restaurante, provavelmente Bolsonaro não terá "forças" para conter o "golpe" desfechado pelos nobres parlamentares contra os "recursos públicos", que de públicos não têm nada, porque saem do teu, do meu, dos nossos bolsos, e deveriam ser aplicados para melhorar a qualidade de vida de todos e não de uma minoria que, na sua grande maioria, não tem compromisso com a população e também não mede esforços para conquistar cada vez mais privilégios, mais benefícios.

Muita gente acredita que, por estar desgastado pelo "negativismo" manifestado diante do novo coronavírus, das ações equivocadas, da "inércia" revelada para por em prática medidas destinadas a viabilizar a compra de vacinas - que acabou sendo politizada ao extremo, no confronto com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) -, e das denúncias de superfaturamento na aquisição de imunizantes de atravessadores, envolvendo "gente graúda do primeiro escalão do governo", Bolsonaro, "certamente não terá disposição para brigar com o Congresso".

Quem considera o Brasil um grande cassino afirma que as roletas voltaram a girar no país do samba, do carnaval, do futebol e das fantasias, onde tudo é perfeitamente possível e o inimaginável, em qualquer outro lugar, aqui torna-se real, factível, da noite para o dia, como num passe de magia.

As fichas começaram a ser lançadas, novamente, e as apostas voltaram a feitas. 

Resta, agora, esperar para ver quais as emoções dos próximos capítulos dessa nova novela exibida no Congresso, que nos faz lembrar a famosa Melô do Tagarela, do Miele, que diz:
 
"É sim de morrer de rir quando a gente leva a sério o que se passa por aqui ..."
 
 

 

 

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