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24.02.2021 - 11:30  |  Bicicletas

Isenção para bicicletas revela que Bolsonaro reforça fritura de Paulo Guedes, afirma Serafim

Assessoria de Imprensa

Serafim diz que Guedes "tem que pedir para sair"

Suposto desconhecimento de Guedes, sobre os prejuízos provocados à ZFM, pela redução do imposto de importação de bicicletas, leva Serafim a dizer que ele "tem que pedir para sair" 

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) considerou um "desplante" - descaramento -, a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, à bancada federal do Amazonas, que disse não saber dos prejuízos gerados à ZFM (Zona Franca de Manaus) com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de reduzir o imposto de importação de bicicletas de 35% para 20% de forma gradual até o fim deste ano.

“A nossa bancada federal marcou audiência e esteve com o ministro Paulo Guedes e sabe qual foi a resposta que ele deu? Que não sabia. Não sabia bem do que se tratava. É um desplante. O presidente da República anuncia, andando de bicicleta, sem camisa, pelo Twitter, que está reduzindo a alíquota do polo de bicicletas, polo esse tão importante para a região de um país e o ministro nem sabia? Então ele tem que pedir para sair, porque o presidente da República já tomou o lugar dele. Está tomando as atitudes por ele”, disse Serafim durante sessão da ALE-AM (Assembleia Legislativa do Amazonas) na manhã desta quarta-feira, 24.

Serafim afirmou que a redução da alíquota do imposto de importação de bicicletas põe em risco a permanência de empresas no PIM (Polo Industrial de Manaus). “Isso daí quebra o polo de bicicletas da Zona Franca de Manaus e coloca em risco o emprego de 5 mil trabalhadores”, declarou.

O líder do PSB na Casa Legislativa também criticou a maneira de governar do presidente da República, Jair Bolsonaro, e disse que depois do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, o próximo a ser “descartado” será o ministro Paulo Guedes.

“Aliás, a demissão do presidente da Petrobras diz bem o nível de consideração que o presidente tem por ele [Paulo Guedes]. Ele está sendo fritado e não é em banho Maria, não. É em banha mesmo. Fritado pelo presidente da República da mesma forma que o Sérgio Moro foi fritado. Ele foi usado, fritado e, por último, descartado. O ministro Paulo Guedes está na fase dois. Ele está sendo fritado e será, proximamente, descartado”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o que houve nessa terça-feira, 23, na reunião entre Guedes e a bancada do Amazonas foi um “mise en scène” (elementos de uma encenação) para mostrar comprometimento com a agenda liberal, o que foge da realidade.

“Não tem [compromisso]. Isso daí é uma ilusão. Quem quiser que se iluda. A agenda do presidente da República é uma agenda intervencionista, estadista. Ele não quer o bem do Brasil. Ele não tem racionalidade. Ele tem um discurso pronto que deram para ele ganhar a eleição e na hora de governar, ele está fazendo tudo ao contrário daquilo que ele disse na campanha”, concluiu.
 
 

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