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30/07/2015 - 07:45

A REFORMA ELEITORAL NÃO É PRA VALER

Joaquim Corado destaca falta de entendimento

As duas altas casas legislativas do pais, comandadas por parlamentares da mesma sigla partidária, o PMDB, não falam a mesma língua e por falta de entendimento não houve, como era de se esperar, acordo para que se criasse uma comissão mista para discutir a reforma eleitoral.
 
Vários são os tópicos a ser modificados no processo eleitoral: a fidelidade partidária; a propaganda eleitoral; o financiamento de campanha; as coligações partidárias; o tempo do mandato eleitoral; a criação de novos partidos; o prazo de filiação para concorrer a eleição; prazo da campanha; propaganda eleitoral gratuita, tempo de TV e Rádio; reeleição e outros.
 
O que se tem visto é o Senado Federal e a Câmara dos Deputados se digladiarem, divergindo em forma e essência. O Senado, ao dar o ponta pé inicial do processo aprovou projeto de lei acabando com as coligações eleitorais nas eleições proporcionais, para deputados e vereadores.
 
Quando submetido à análise e aprovação da Câmara, o projeto foi alterado, voltando tudo como era antes. Isto é, admitindo as coligações nas eleições proporcionais, além de manter ou pouco alterar alguns tópicos como, por exemplo, o tempo de mandato de todos os cargos dos agentes políticos: deputados, prefeitos, governadores, presidente da república e senadores.
 
Enquanto o presidente do Senado Federal defende uma ideia, o presidente da Câmara dos Deputados atropela, para defender outra e o tempo passa e nada está sendo resolvido. Pelo que se pode antever: nada vai mudar nada.  A propalada Reforma Política não é pra valer.
 
O povo, a sociedade brasileira foi à rua e exige essa reforma, mas parece que os políticos estão surdos. 
 
Joaquim Corado – Consultor 
 
 

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