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01.03.2019 - 09:05  |  CPI DOS COMBUSTÍVEIS

Álvaro reafirma confiança na independência da Aleam para instalar CPI dos Combustíveis

Assessoria de Imprensa

Álvaro confia na independência da Aleam

Ameaça de "ser massacrado pelos donos dos postos de combustíveis, caso instale a CPI dos Combustíveis", não preocupa Álvaro Campelo
 
Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Pressionado para desistir da ideia de instalar a “CPI dos Combustíveis” por alguns parlamentares ligados aos donos de postos e a proprietários de balsas transportadoras do produto para o interior, onde o litro da gasolina já chegou a custar R$ 9,00, como em Envira, o deputado estadual Álvaro Campelo (PP), acredita que após o Carnaval vai ser possível instalar a CPI para apurar entre outras coisas a prática de preços iguais entre os postos.
 
Cristão novo no parlamento estadual, onde passou a ser chamado de “vereador” por alguns deputados contrários à proposta de instalação da CPI dos Combustíveis, numa flagrante manifestação de falta de urbanidade entre pares, Álvaro não se deixa abater pela catimba de quem não se sente constrangido em se posicionar, nos bastidores, contra a economia popular e reafirma a sua confiança na independência da ALEAM.
 
“As pressões existem, mas eu confio na força e na independência da Assembleia Legislativa do Amazonas, que não vai se curvar às pressões externas”, disse ele na quinta-feira, 28, sem revelar os nomes dos parlamentares que estão desenvolvendo esforços para impedir a instalação da CPI dos Combustíveis.
 
Ameaças não preocupam  
 
Álvaro faz questão de deixar claro que não está preocupado com a ameaça de que “vai ser massacrado pelos donos dos postos de combustíveis, caso instale a CPI dos Combustíveis, porque eles trabalham com preços defasados” e destaca que o seu compromisso é com a defesa dos direitos dos consumidores e das pessoas que são diretamente impactadas por ações colocadas em prática por quem visa o lucro fácil.
 
"O que nós queremos é abrir essa caixa-preta do comércio de combustíveis no Amazonas, porque, nos últimos anos, uma constante e alinhada gangorra de preços se instalou no estado, gerando prejuízos diversos, para consumidores e comerciantes de vários ramos", reafirmou.
 
 
Segundo Álvaro, a proposta de instalação da CPI dos Combustíveis conta, também, com o apoio do Procon, por entender que a iniciativa se constitui “em um instrumento hábil para a investigação criminal e posterior criação de mecanismos para a proteção dos direitos do consumidor e da sociedade na questão dos aumentos dos preços dos combustíveis”, explicou.
 
 
Álvaro lembra, ainda, que “o aumento desenfreado dos preços dos combustíveis registrados em Manaus e no interior do Amazonas só beneficia os donos dos postos e penaliza gravemente a população, porque os seus impactos são sentidos diretamente no aumento do preço da tarifa dos ônibus e nos preços dos alimentos, porque os empresários repassam automaticamente o aumento dos seus custos, das suas despesas para o consumidor final”.
 
 
Apesar de contar com a assinatura de oito parlamentares - Álvaro Campelo (PP), Serafim Corrêa (PSB), Wilker Barreto (PHS), Dermilson Chagas (PP), Roberto Cidade (PV), Joana D'arc (PR), João Luiz (PRB), presidente da Comissão de Defesa dos Consumidores da ALEAM e Felipe Sousa (Patriotas) – e de já ter sido protocolada na Mesa Diretora da Aleam, a CPI dos Combustíveis ainda corre o risco de não ser instalada.
 
Resta esperar o Carnaval passar para saber ser o destino da CPI dos Combustíveis, proposta agora por Álvaro Campelo, não vai ser o mesmo de muitas outras, que foram propostas, mas acabaram sendo abatidas antes da sua instalação.
 
A decisão depende, agora, do habilidoso presidente da Aleam, Josué Neto (PSD), que reconquistou o comando da Casa porque soube navegar nos ventos da renovação e agora está surfando no topo desta onda. 

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