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07.12.2017 - 05:30  |  ENTREVISTA DA SEMANA

Amazonino é transparente com todo mundo e está fazendo gestão, garante Dermilson

Assessoria de Imprensa

Dermilson Chagas diz que tem muita gente querendo fazer palanque, pensando em 2018

 

Dermilson Chagas (PEN), líder de Amazonino Mendes (PDT) garante que o governador é “transparente com todo mundo”, tem responsabilidade com o dinheiro público,  rebate especulações de quem deseja apenas “fazer fofoca” e “mostrar instabilidade no governo”, critica o presidente da Assembleia Legislativa pela sua atuação quando governador interino, admite que apenas 13 dos 24 deputados formam na base aliada e revela que existe muita conversa “ao pé do ouvido” com os colegas.
 
Elizabeth Menezes
 
 Existe um clima de beligerância entre dois grupos, formados pelo presidente David Almeida, que foi governador-interino e pelo governador Amazonino Mendes, na Assembleia Legislativa? Como o sr. analisa a situação neste momento?
 
A situação é a seguinte: tem divergência de pensamento, ninguém pensa igual sobre o mesmo assunto. Então o que eu vejo é que tem alguns querendo fazer palanque político e o governo não quer fazer palanque político. O governo quer trabalhar, o governador quer dizer a que veio, que é atender as demandas da população, para poder dar uma resposta a quem o elegeu. E é isso que estamos fazendo aqui. A base de sustentação do governo está dizendo aqui as obras, os ganhos, os assuntos importantes que o governo está trazendo para a sociedade, de suma relevância.
 
Primeiro: ele fez uma mudança de secretariado de todos que eram do David. O David trocou os que vieram do Melo (José Melo, cassado por compra de votos). E depois que o governador Amazonino assumiu, ele trocou, porque quer trabalhar com a sua equipe.  Alguns ficam, alguns saem, até por razões particulares. Outras pessoas têm interesse em outro trabalho, como o Rony Siqueira, do Cetam ( Centro de Educação Tecnológica do Amazonas). Ele tem um trabalho muito bonito com a bolsa-universidade. Então o deputado Sabá  (Reis/PR) falou que o gestor, em menos de dois meses, saiu. O que estamos dizendo? Que o deputado Sabá Reis, certamente, aprendeu isso lá atrás, com o deputado David Almeida, que exonerou vários secretários e botou várias pessoas dele.
 
Quantas pessoas o então governador David Almeida demitiu?
 
O David tirou 600 pessoas e colocou 600 pessoas dele, ligadas a ele, pessoas de igreja, pessoas ligadas a acordos políticos, pastores. Ele demitiu muita gente. Demitiu todo mundo. E colocou pessoas que eram simplesmente cabos eleitorais. Não eram realmente pessoas técnicas, pessoas preparadas, com conhecimento de área. Pessoas que realmente sabiam qual era a função dele como gestor. Tanto é que estamos vendo aí erros e mais erros de licitações de coisas que não podiam ser feitas, de volumes tão grandes, de 7 milhões de reais, terrenos vendidos para amigos, comprados pelo Estado. Temos aí várias questões sobre o Detran. Lá atrás eles fizeram tudo isso. Demitiram todo mundo para botar os deles, para poder apoiar uma candidata ao governo do Estado (ex-deputada federal Rebecca Garcia). Ta nto é que respondem processos na Justiça Federal sobre esse assunto. O governador Amazonino, não. Ele está fazendo gestão.  
 
E sobre os que estariam saindo, como o deputado licenciado Sidney Leite, hoje secretário da Casa Civil ?
 
É especulação tudo isso. O próprio deputado Sabá Reis já veio fazer a reforma administrativa do governador Amazonino. Eu disse pra ele: o sr. já está adivinhando quem vai sair e quem vai ficar? Acho que o sr. tem de jogar na mega sena. Eu falei para ele. Porque já iam tirar o Sidney, o Deodato (secretário Saúde), o rapaz da Sepror (Secretaria de Produção Rural).  Ele (Sabá Reis) fez a reforma por conta própria.
 
Mas isso não vai acontecer ?
 
São especulações para embaralhar, para confundir, mostrar insegurança no governo, instabilidade no governo. O governador Amazonino é muito seguro. São quatro gestões, vinte anos de vida pública. Ele tem uma responsabilidade muito grande com o dinheiro público, com a população. É muita especulação e poucas verdades.  A verdade é essa que estamos vendo todo dia. Todo dia é um fato novo sobre o que eles fizeram de errado.
 
O deputado José Ricardo diz que o governo não tem transparência nos contratos com as empresas de saúde.
 
É mentira. O governador está sendo transparente com todo mundo. O site da Sefaz é bem transparente. Estão lá todas as informações. É só olhar. Olha o que o governo fez: chamou todas as empresas da área de saúde para uma conversa em público. Não foi negociação a portas fechadas. Reuniu para dizer que ia pagar a parcela do mês e o mês que estava atrasado, todo mundo voltou a trabalhar. A saúde já volta a sua normalidade. Então, o governo está trabalhando muito. Agora, o que as pessoas querem é tumultuar, querem fazer fofoca. Tem gente pagando até para alguns plantar notas (na imprensa). Isso é triste, é vergonhoso. Não queremos isso. Falta de transparência tinha no governo passado, porque ninguém sabia o que estava sendo pago. Queremos um governo que pense e que traga esperança para o povo. É o que o governador plantou: o amor.
 
O sr. entende que, na Assembleia Legislativa, existe um grupo do presidente David Almeida e um grupo do governador Amazonino Mendes?
 
Eu entendo que existem pessoas que querem fazer palanque. Já estamos caminhando para 2018, isso deixa muito gente preocupada com a renovação do seu mandato, muita gente querendo criticar, ter assunto. Passamos três anos e  muita gente deixou de falar sobre a sua bandeira, sobre os municípios, sobre saúde, transporte, educação e agora estão dando tiro pra tudo que é lado. Eu vejo pessoas querendo chamar a atenção da população agora, já perto da eleição.
 
Como líder do governo, o sr. poderia dizer, com todas as letras, a base conta com quantos na Assembleia Legislativa?
 
Olha, nós estamos trabalhando com a maioria, com 13 deputados que apoiam o governo do Estado.
 
Então, dos 24 deputados, 11 estão na oposição, fora da base, é isso?
 
Temos uma oposição responsável, tem muita gente responsável.
 
Quais são os deputados considerados de oposição?
 
Temos o José Ricardo (PT), o Luiz Castro (Rede) e Alessandra Campêlo (PMDB). Só. Os outros são independentes.
 
E esses independentes, em algum momento, estariam dispostos a votar com o governo?
 
Com certeza. Com certeza. Quem é contra a proposta de um governo que quer fazer concurso? Ninguém.
 
Na história política do Amazonas, nunca aconteceu de um governador deixar de ter a grande maioria no legislativo estadual. Qual a sua opinião sobre esse fato?
 
Essa foi uma eleição atípica (suplementar, pós-cassação de José Melo),  divorciada, só  teve cabeça (apenas candidatos a governador). Muitos apoiaram outros candidatos. Então a gente está vendo a proximidade da outra eleição. Foi uma eleição atípica, mas nós estamos conseguindo levar, sustentar, defender o governo da melhor forma possível.
 
O governador demonstra alguma preocupação em não contar com a maioria absoluta dos deputados, com quem ele possa contar de verdade, como aconteceu nos seus três governos anteriores?    
 
Não. O governador Amazonino é um homem muito seguro. Ele se preocupa com tudo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Mas nós temos a maioria, com 17 ou 18 parlamentares e isso tudo depende das costuras. Depende muito das conversas que a gente está tendo com cada um, ao pé do ouvido, tratando dos assuntos e tudo mais. Tem muita gente para fazer confusão por inveja, tem muita gente querendo desestabilizar, às vezes até um fogo amigo. E isso só causa embaraço, infelizmente.
 
A base aliada considera que o governador será candidato à reeleição?
 
Olha, o governador está, no momento, apenas preocupado em administrar o Estado. A eleição será no próximo ano.    
  
    

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