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09/12/2019 - 20:30

Impeachment de Wilson Lima

Wilson Lima

 O momento não é para aventuras políticas

 


Por Warnoldo Maia de Freitas

É procedente o entendimento de que qualquer cidadão pode ingressar com um pedido de impeachment contra uma pessoa com função no Executivo como, por exemplo, um governador de Estado. Entretanto, tal pedido pode não prosperar e não atender plenamente aos objetivos do ou dos seus formuladores, porque as provas do suposto crime precisam ser acatadas e, em última análise, no caso de um governdor, caberá à Assembleia Legislativa a palavra final.

Com base nesses ensinamentos básicos contidos nos livros, muita gente acredita que não vai prosperar a pretendida ação de impeachment por crime de responsabilidade contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o seu vice, Carlos Almeida (PRTB), que vem sendo costurada e alardeada nas redes socias, devido ao colapso, ao caos registrado na rede estadual de saúde, agravada pelos atrasos sistemáticos nos pagamentos dos servidores e a morte de 29 crianças cardiopatas, desde a posse do novo chefe do Executivo amazonense, em janeiro de 2019.

Muita gente entende que essas acusações sistemáticas lançadas contra a nova administação estadual fazem parte de uma manobra política que deverá ser agravada na medida em que forem se aproximando as eleições municipais de 2020, porque o objetivo básico é desqualificar o governador e o seu vice e impedir que eles despontem como protagonistas no processo político do próximo ano.

A situação deplorável em que se encontra a rede estadual de saúde é reconhecida por todos, tanto os integrantes dos grupos de oposição e de apoio ao governo, mas a maioria destaca que esse caos não foi criado por Wilson Lima e sim por gestores que, de uma forma ou de outra, contribuíram direta ou indiretamente para que os recursos destinadaos à área da saúde enveredassem por maus caminhos.

Muitos destacam, ainda, que o governo do estado está implementando uma série de medidas "com o objetivo claro de corrigir o caos" e recolocar nos trilhos da normalidade a locomotia da rede estadual de saúde, fazendo com que bons serviços passem a ser prestados à população de forma equilibrada.

Apesar dos graves problemas existentes na área da saúde tem muita gente destacando que não se pode esquecer que a última palavra sobre a aceitação do impeachment que estaria sendo costurado contra Wilson Lima e seu vice, será dada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), onde o governador tem maioria qualificada e dificilmente perderá essa vantagem.

Dizem que o alardeado pedido de impeachment não prosperará porque não passa de mais uma manobra política colocada em prática pelos adversários do governador para desqualificá-lo e evitar que ele se torne um dos protagonistas das eleições majoritárias de 2020.

O entendimento majoritário nos bastidores do poder é o de que "o momento não é propício para aventuras políticas, que podem comprometer ainda mais a recuperação econômica do estado".
 
 

 

 

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