Manaus, 18 de Abril de 2026

Quem vai TOPAR ser o governador TAMPÃO do Amazonas?

O deputado que for UNGIDO pelos seus pares para o cargo de governador interino na eleição indireta pode acabar sem mandato, em 2027, porque a eleição para o governo promete ser acirrada.

Política | 05/04/2026 - 20:00
Foto: Reprodução

Roberto Cidade durante posse na ALEAM

Por Warnoldo Maia de Freitas

Após a oficialização, por meio da posse no fim da tarde deste domingo, 05/04, do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), Roberto Cidade (UB), no cargo de governador interino do Amazonas, em decorrência da renúncia do titular do Cargo, Wilson Lima (UB), e do seu vice, Tadeu de Souza (PP), na noite do sábado, 04/04, já tem muita gente querendo saber se "Robertinho" vai mesmo arriscar seu futuro político e buscar a reeleição em outubro, caso seja "UNGIDO" pelos seus pares em eleição indireta a ser marcada pela Mesa Diretora da ALEAM.

Os analistas de plantão lembram que o deputado "ESCOLHIDO", "UNGIDO" pelos seus pares para ocupar o cargo de governador interino, vai arriscar a renovação do mandato de deputado estadual ou a eleição para a Câmara Baixa do Congresso Nacional, porque a disputa pela reeleição ao cargo de governador, em outubro, promete ser bem acirrada.

"Não faz sentido"
 
De um modo geral muitos afirmam, sem meias palavras, que Roberto Cidade tem condições de conseguir se eleger deputado federal e caso tope ser governador interino e disputar a reeleição vai acabar sem mandato.

"Não faz sentido para mim o Roberto Cidade "Robertinho" abrir mão de um mandato, praticamente certo, para deputado federal, porque ele não será reeleito governador", afirmou, com convicção,  um (a) funcionário (a) da Assembleia Legislativa.

Na avaliação dos bem relacionados com o poder, a eleição indireta de "Robertinho" na ALEAM não vai ser tão fácil quanto parece, porque os deputados estão divididos e no atual momento, que antecede as eleições, todos tendem a seguir as orientações dos seus "líderes", porque sabem que os "desobedientes" podem perder o mandato.
   
De um modo geral as opiniões destacam que o quadro sucessório no Amazonas está indefinido entre as pré-candidaturas do senador Omar Aziz (PD), do ex-prefeito David Almeida (Avante) e da professora Maria do Carmo Seffair (PL), e ninguém desponta com folga, como favorito, nessa  corrida que terá como prêmio a cadeira de governador do Amazonas e, consequentemente, a chave do cofre e o poder para decidir, em quatro anos, os caminhos que vão percorrer mais de R$ 180 bilhões do orçamento previsto para o período.

Os mais experientes afirmam que todos ainda vão "ver coisas" nesse período que antecede o processo de definição da eleição indireta na ALEAM para a escolha do novo governador interino do Amazonas, e do seu vice, para cumprir o restante dos mandato de Wilson Lima e Tadeu de Souza.
 
Eles ressaltam que não se pode deixar de levar em consideração que, recentemente, os líderes da Federação Progressistas deixaram claro que a prioridades nessas eleições e fortalecer a bancada de deputados federais, para garantir uma maior fatia do bolo do Fundo Partidário e que o deputado esadual Roberto Cidade é considerado "bom de voto" e pode ajudar a legenda a eleger de dois a três parlamentares. 
 
Não dá para acreditar
 
Na verdade não dá para acreditar no que eles dizem. Recentemente Wilson Lima e Tadeu de Souza juraram de pés juntos que ficariam nos seus cargos até o último dia dos seus mandatos. Mas, já mudaram de narrativa.

A conduta dos dois indica que a velha raposa da política mineira, no caso o ex-governador Magalhães Pinto, estava certo quando dizia que “Política é como nuvem, Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

Resta, agora, esperar pelos próximos capítulos dessa novela sem esquecer que a maioria deles só trabalha e pensa na promoção do bem-estar social do eleitorado. 

 

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