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14.07.2021 - 19:00  |  Empréstimo criticado

ALEAM aprova empréstimo de R$ 1,5 bilhão para governo. Wilker critica

Assessoria de Imprensa

Wilker Barreto

 Deputado reprovou a conduta dos parlamentares que foram favoráveis ao pedido do empréstimo do governo, mas não assinaram a CPI da Asfixia


O deputado estadual Wilker Barreto (sem partido) criticou na manhã desta quarta-feira, 14/07, a aprovação, por parte da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), da Mensagem Governamental nº 71/2021, que autoriza o Governo do Amazonas  a contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, junto ao Banco do Brasil.

De acordo com o parlamentar, a medida constitui-se uma "falta de respeito com a sociedade amazonense".

Em tom duro, Wilker afirmou que a autorização da Casa Legislativa pela liberação do empréstimo é um “cheque em branco” do Parlamento estadual para o Executivo, que vem acumulando recordes de arrecadação nos últimos anos.

“Estamos falando de um governo que tem excesso de 13% de arrecadação só no primeiro quadrimestre, de um governo que arrecada como nunca e gasta de forma desastrosa o dinheiro do contribuinte. Ninguém empresta dinheiro para alguém que não tem capacidade moral de administrar o Amazonas, esta Casa deu mais um cheque em branco dos inúmeros que já deu ao Governo. Isto é faltar com respeito à população”, ponderou Barreto.

O Líder da oposição aproveitou para reprovar o posicionamento dos parlamentares que foram favoráveis ao pedido do empréstimo do Governo, mas não assinaram a CPI da Asfixia na Casa Legislativa para investigar todos os contratos e gastos do Executivo desde março de 2020 até o final da CPI.

“Esta Casa não abriu CPI, não dá satisfação para a opinião pública e ainda vai liberar R$ 1,5 bilhão para chefe de organização criminosa? Alguém emprestaria dinheiro para uma pessoa suspeita de atos de corrupção? Por isso, voto contra a matéria e faço um apelo para aqueles deputados que votaram favorável, que possam dar um gesto de hombridade ao povo e assinem a CPI da Asfixia”, finalizou Barreto.

Até o momento, apenas seis deputados assinaram pela abertura da comissão: Wilker Barreto, Serafim Corrêa, Sinésio Campos, Delegado Péricles, Dermilson Chagas e Ricardo Nicolau.
 
 

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