Serafim Corr?a descarta alian?a com Amazonino Mendes e avisa que PSB ter? chapa majorit?ria
Serafim descarta aliança com Amazonino Mendes e avisa que PSB terá chapa majoritária
Por Warnoldo Maia de Freitas
A condenação em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por corrupção e lavagem de dinheiro, na última quarta-feira, 24, pelo TRF4, promete mudar de forma significativa o já conturbado quadro político nacional, com o acirramento da disputa, para ver quem poderá ser o “herdeiro político” do petista.
No Amazonas, tal decisão da Justiça, que praticamente tira Lula do páreo, com base na Lei da Ficha Limpa, já colocou brasas no cenário local que deverá ter Amazonino Mendes (PDT), Omar Aziz (PSD) e David Almeida (ainda sem partido), envolvidos diretamente na disputa pelo comando do Governo do Estado, em outubro.
Quadro
Amazonino é considerado candidato natural à reeleição, após voltar ao poder em agosto do ano passado, na eleição suplementar realizada para escolher o substituto de José Melo (PROS), cassado por compra de votos no pleito de 2014, apesar de ter firmado acordos para apoiar a candidatura do senador Omar ao governo.
A candidatura do “Negão” já foi dada como praticamente certa por Carlos Roberto Lupi, presidente nacional do PDT, que sonha com a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República nas eleições deste ano e precisa fortalecer as bases nos estados, para poder fazer frente aos adversários e conquistar a simpatia dos petistas.
Já Omar, cotado para levar “a pernada da hora” de Amazonino, estaria articulando com o prefeito Arthur Neto (PSDB), que deverá ficar mesmo na prefeitura e indicar o seu vice-prefeito, Marcos Rotta, como candidato ao Senado na chapa de Aziz.
Há quem diga, também, que Omar estaria conversando com Eduardo (MDB) e Alfredo (PR), para “montar uma chapa imbatível”, capaz de fazer frente às pretensões de Amazonino, na disputa pelo governo do estado, sendo que Braga disputaria a reeleição para o Senado e Nascimento à Câmara Federal.
Correndo por fora nessa maratona, desponta o presidente da Assembleia Legislativa (ALEAM) e ex-governador interino David Almeida, que ganhou destaque nos cinco meses da sua gestão no governo, em substituição a José Melo, que está preso, e deverá aproveitar a janela partidária de março/abril para transferir-se do PSD de Omar para o PSB de Serafim Corrêa.
David Almeida assumiu o governo em maio e era considerado candidato natural à reeleição, no pleito suplementar de agosto, mas acabou impedido por Omar Aziz, presidente do PSD no Amazonas, que optou por apoiar Amazonino, seu padrinho político, na esperança de poder contar, agora, em outubro, com a sua benção para disputar o comando do Executivo.
Insatisfeito por ter sido preterido pelo cacique do seu partido, David Almeida aliou-se ao PP e apoiou a candidatura de Rebeca Garcia, ex-deputada federal e ex-superintendente da Suframa, e já avisou que, independentemente dos cargos que venham a disputar na eleição deste ano, vai repetir a aliança em 2018.
David Almeida optou por não se manifestar sobre o quadro político, por considerar o momento inoportuno. Já o presidente de honra do PSB, deputado estadual Serafim Corrêa, alcançado pelo whats app, apesar de comungar o pensamento de David, fez questão de descartar qualquer composição com Amazonino.
“Vamos aguardar a decisão do Diretório Nacional do PSB sobre a questão das alianças e composições, o que deverá ocorrer no momento próprio. Mas, posso adiantar que no Amazonas não há possibilidade de aliança com o PDT”, disse ele, destacando que o PSB pretende lançar chapa majoritária, com candidato para o governo do estado e o Senado.
Aos poucos o quadro político amazonense começa a definir-se e a ganhar as suas cores primárias para a eleição majoritária deste ano, mas a sua totalização depende, ainda, da escolha das cores secundárias, no caso, dos vices que comporão as chapas na disputa pelo governo.