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Chico afirma que é hora de eficiência e não de meter a mão no bolso do contribuinte
Por Warnoldo Maia de Freitas
O vereador Marco Antônio Chico Peto (PMN) afirmou na manhã da segunda-feira, 11, que o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), não fala a verdade quando diz que está sendo obrigado pela Justiça a cobrar taxa de lixo na cidade.
De acordo com o vereador, se Arthur fosse um gestor “verdadeiramente comprometido com a população” simplesmente enviaria um Projeto de Lei à Câmara Municipal de Manaus, onde tem maioria, alternando a legislação aprovada em 2010 por iniciativa do então prefeito Amazonino Mendes (PDT).
Entretanto, segundo o parlamentar, o prefeito sempre escolhe os caminhos mais fáceis e ao invés de fazer o dever de casa, gastar menos, rever prioridades e reduzir os gastos com propaganda, que consumiram mais de R$ 96 milhões dos cofres públicos no exercício passado, ele prefere penalizar a população e cobrar mais uma taxa.
“Quando ele afirma que está sendo obrigado a cobrar a taxa do lixo ele não fala a verdade porquanto a orientação política para a PGE defender a taxa do lixo foi dada por ele na Prefeitura de Manaus. Então, ele não é obrigado, ele quer cobrar a taxa do lixo, mas faz este jogo de palavras para confundir a opinião pública”, disse ele.
Segundo Chico Preto, ao invés de dar uma de “coitadinho”, Arthur deveria trilhar o caminho da eficiência e da transparência, cobrados na semana passada pela presidência do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), que alegou que as licitações em Manaus carecem desses princípios constitucionais e lembrou que muitas empresas não recebem de forma correta.
“O dever de casa neste momento é eficiência e transparência e não o caminho mais simples, mais fácil, que é meter a mão no bolso do contribuinte para arrecadar mais dinheiro (algo em torno de R$ 25 milhões), explicou.
Chico Preto disse, ainda, que está na hora de Arthur cortar gorduras, rever prioridades e os “gastos exorbitantes com a publicidade”, bem como rever os preços dos aluguéis pagos pela Prefeitura de Manaus, particularmente dos imóveis usados para abrigar escolas.
“É hora de eficiência e não de meter a mão no bolso do cidadão”, completou.