Vereadoras acusam presidente da Câmara de Lábrea de desrespeitar a lei e evitar eleição da nova Mesa Diretora.
Da redação
Seis vereadores de Lábrea, no médio Purus, no Amazonas, encaminharam manifestação à redação do site manausolimpica repudiando a ação do presidente da Câmara daquele município, Regifran Amâncio (MDB), que na manhã desta quarta-feira, 18/05, "numa manobra de boicote à bancada feminina", teria encerrado a sessão, de forma abrupta, para impedir a eleição da chapa encabeçada por Lícia Gomes.
A alegação de "falta de quórum" apontada por Regifran para o encerramento dos trabalhos, segundo os parlamentares, não se sustenta, porque sete vereadores estavam em plenário e tal número atende, plenamente, a quatidade mínima obrigatória de membros presentes ou formalmente representados.
"A chapa da bancada feminina já tinha vitória garantida, porque era a única legalmente inscrita. Então, para não perder, o presidente da Casa resolveu apelar e jogar baixo", argumentam as vereadoras, destacando que "a manobra já foi denunciada junto ao Ministério Público. "Nós acreditamos na Justiça", destacaram.
Manobra
A "manobra" do atual presidente da Câmara - de acordo com o vereadores
Hélio Camurça, Lícia Gomes, Áurea Galvão, Andréa Teixeira, Brigida Barreto e Greice Damasceno -, foi colocada em prática "para boicotar a bancada feminina", que teria condições de, por meio do voto, acabar com a meta de Regifran de chegar ao quarto mandato.
Segundo as vereadoras, a chapa delas foi a única a cumprir as determinações legais para a disputa da presidência da Câmara Municipal de Lábrea, mas, "vendo-se ameaçado com a real possibilidade de perder o poder para as mulheres", o atual presidente, que perdeu os prazos e horários e "sequer tinha uma chapa formada, apelou para o desrespeito às normas legais".
"A nossa chapa foi a única protocolada dentro do horário e dos critérios legais estabelecidosa para nortear a eleição para a escolha da nova Mesa Diretora da Câmara de Lábrea", garantem os vereadores.