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Chico Preto aponta a necessidade de a Câmara Municipal de Manaus dar um recado claro de que não concorda com o tipo de conduta adotada pelo ex-presidente, que deveria se portar de outra maneira, uma vez que já foi o chefe da Nação
Por Warnoldo Maia de Freitas
O vereador Marco Antônio Chico Preto (sem partido) apresentou na manhã desta terça-feria, 26, na Câmara Municipal de Manaus, uma Moção de Repúdio "aos pronunciamentos de ódio" do ex-presdiente Luiz Inácio Lula da Silva, em defesa da desestabilização do país, e disse que se o petista incitar o povo à baderna, em Manaus, vai pedir a sua prisão ao Ministério Público Federal, com base na Lei de Segurança Nacional.
Em breve pronunciamento Chico Preto apontou a necessidade de a Câmara Municipal de Manaus dar um recado claro de que não concorda com o tipo de conduta adotada pelo ex-presidente, que deveria se portar de outra maneira, uma vez que já foi o chefe da Nação.
"Lula já foi presidente da República e como ex-presidente deve manter a postura e trabalhar pelo bem do país, se manter em outro nível. O seu discurso de ódio mostra a sua degradação, que pode ser comprovada com declarações de bêbado, incitando a população para a desordem", disse ele.
Chico Preto fez questão de destacar, ainda, que o ex-presidente tem todo o direito de discordar do atual governo, mas não o de agir indignamente e incentivar à violência, à desordem e ao crime.
"Se ele incitar a população em Manaus à desordem, como vem fazendo por aí, vou pedir a sua prisão", reafirmou.
União
Marcel Alexandre
Os argumentos apresentados por Chico Preto, condenando a prática do "discurso do ódio" adotada por Lula, foram apoiados por vários vereadores como, por exemplo, o líder do prefeito na CMM, Marcel Alexandre, que, sintetizando o pensamento geral apontou a necessidade da união de esforços para combater a má pólítica.
"O Chile era um país organizado e próspero, a exemplo da Bolívia, mas hoje enfrentam uma situação caótica, devido aos equívocos da política adotada por ex-governantes", afirmou Marcel, destacando que o Brasil precisa de união para superar os seus problemas, gerar empregos e renda para a sua população.
Cláudio Proença
O vereador Claudio Proença (PL) também lembrou que os governos do PT fizeram muitas coisas erradas e apontou a necessidade do povo deixar de lado a máxima que diz que "roubou, mas fez", e para demonstrar a gravidade desse argumento sugeriu que algém contratasse uma empregada que todo mês furtasse uma panela da casa.
"No fim de um ano ela já terá levado 12 panelas e acabará com o estoque desse utensílio na casa", observou. destacando que o governo Bolsonaro está enfrentando dificuldades porque não aceita a velha prática do "toma lá, dá cá", do Congresso.
"Não é juiz"
Sassá da Construção
O líder do PT na CMM, Sassá da Construção, rebateu os argumentos de Chico Preto, destacando que "vereador não é juiz para pedir a prisão de ninguém".
Depois disse que em todo lugar, inclusive no seu partido, "tem gente errada" com quem ele não concorda, mas fica triste porque quem mais precisa está sofrendo os "efeitos nefastos" de políticas equivocadas e citou como exemplo a reforma da Previdência, "que afeta diretamente o trabalhador mais pobre".
"Eu jamais vou querer o mal deste país. Eu estou aqui para defender a população, os direitos do trabalhador. Com ódio não vamos a lugar nenhum. Queremos um país de todos, com cada um falando o que quer, o que pensa, e a Justiça julgando", completou.
Gedeão Amorim
Logo após o professor Gedeão Amorim fez questão de destacar que Sassá "é um petista diferenciado, que sabe caminhar com desenvoltura, porque trabalha sem extremismo".
"Ser petista ou Bolsonaro não é crime. Precisamos entender que somos um time e precisamos jogar juntos para o sucesso do país", destacou.