Manaus, 28 de Agosto de 2026

Chico Preto critica Amazonino por priorizar obras e deixar pessoas morrerem por falta de atendimento

Wilker lembra que no Amazonas os hospitais s?o verdadeiros hospitais de guerra, onde os m?dicos escolhem quem vai morrer e quem vai viver

Política | 01/08/2018 - 10:25
Foto: Tiago Corr?a - Dircom CMM

Chico Preto quer saber que pai ? este que investe em obras e deixa seis filhos morrerem por falta de assist?ncia m?dica

 Wilker lembra que no Amazonas os hospitais são verdadeiros hospitais de guerra, onde os médicos escolhem quem vai morrer e quem vai viver


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
O vereador Marco Antônio Chico Preto (PMN) não poupou críticas na manhã da quarta-feira, 1º de agosto, à administração Amazonino Mendes (PDT) por “priorizar a realização de obras milionárias no Estado, enquanto milhares de pessoas morrem, tanto na capital quanto no interior, devido à falta de atendimento nos hospitais e postos de saúde”.
 
Além de destacar a sua indignação diante dos “fatos lamentáveis e extremamente cruéis” registrados no Amazonas, Chico manifestou a sua solidariedade às vítimas do descaso contumaz de Amazonino.
 
Para evidenciar essa falta de atenção Chico apontou a contradição entre o discurso e a prática, evidenciada na propaganda oficial diz que Amazonino “AMA o Amazonas e o seu povo”, mas na vida real a sua conduta é contraditória e evidencia o seu total desamor às pessoas.
 
“Que pai é este que diz que ‘AMA’ o seu povo, mas prioriza os investimentos milionários em obras e deixa os seus filhos morrerem por falta de atendimento adequado na rede estadual de saúde?”, questionou.
 
Olhar diferenciado
 
Wilker Barreto
 
O pronunciamento de Chico Preto, contrário ao descaso do governo à saúde no Amazonas, foi apoiado pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto (PHS), que destacou o fato de os hospitais no Amazonas serem verdadeiros hospitais de guerra.
 
“Infelizmente nos hospitais do Amazonas os médicos, por não disporem dos recursos e meios necessários para atender dignamente todo mundo, precisam decidir quem é que vai morrer e quem é que vai viver”, destacou.
 
Wilker também cobrou um olhar diferenciado da administração estadual para o Hospital Francisca Mendes e disse considerar um absurdo ver pessoas morrendo no Amazonas porque não conseguem, por exemplo, acesso a um exame de angioplastia, que é um procedimento relativamente simples, realizado com o intuito de desobstruir uma artéria do paciente.
 
“Se a situação está ruim na capital, imagina no interior do estado”, observou.
 
O vereador Gilvandro Mota (PTC), vice-líder do prefeito Arthur Neto (PSDB), também comungou o pensamento dos seus pares e além de pontuar alguns problemas contumazes destacou que é preocupante a situação da saúde no Amazonas, particularmente na média e alta complexidade.
 
“É uma verdadeira vergonha o que se passa na área da saúde no Amazonas. É algo cruel e repugnante. Os médicos são obrigados a selecionar quem vai morrer e quem vai ficar vivo”, completou.
 
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