Membros da oposição dizem que o próprio prefeito dividiu a Câmara e não fez questão de recompor sua base.
Por Warnoldo Maia de Freitas
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) negou, pelo placar de 20 a 19, na manhã desta quarta-feira, 08/11, autorização para o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), contratar um empréstimo de RS 600 milhões junto ao Banco do Brasil para a realização de obras na capital do Amazonas.
O resultado, obtido graças às ausências dos pastores Marcel Alexandre e João Carlos, serviu para confirmar o racha existente, hoje, no Legislativo Municipal, presidido por Caio André (Podemos), que conta com o apoio do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e deverá trabalhar para pavimentar o caminho para uma provável candidatura de Roberto Cidade, atual presidente da ALEAM, à Prefeitura de Manaus nas eleições do próximo ano.
No momento da votação, 39 dos 41 vereadores estavam no plenário Adriano Jorge e o Projeto de Lei nº 603/2023, de autoria do Executivo Municipal, recebeu 19 votos favoráveis e outros 19 contrários. Então, coube ao presidente da Casa, Caio André, dar o voto de minerva, que sacramentou a negativa para a contratação do empréstimo.
Rachou geral
O resultado evidenciou o racha existente no Legislativo Municipal e de acordo com membros da bancada de oposição, "o acontecimento é o fruto direto da forma como o prefeito, desde que perdeu a presidência da CMM, vem tratando todos os vereadores que votaram no Caio André".
Segundo esses parlamentares, "quem dividiu a Câmara foi o prefeito, que não fez questão de recompor a sua base e tentou rachar o grupo dos 21".
Confira os votos