Prefeito de Manaus destaca que é conservador, não vota na esquerda e reafirma compromisso de atuar na defesa do modelo ZFM.
Por Warnoldo Maia de Freitas
Depois de reconhecer que se "excedeu" no seu discurso na segunda, 02/05, ao chamar o ministro da Economia de "imbecil", o prefeito de Manaus, David Alemida (Avante), afirmou na manhã desta terça-feira, 03/05, que "Paulo Guedes se apresenta - administrativamente - como um boçal medíocre", porque não conhece nada da região Amazônica, e fez questão de ressaltar que "não vota na esquerda e é conservador".
Para combater as fake news espalhadas pelos adversários políticos, que não se preocupam em buscar soluções efetivas para os problemas registrados no Brasil e no Amazonas, o prefeito de Manaus fez questão de reafirmar que é conservador.
"Eu sou, sim, apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Eleitor dele. Não trabalho. Não apoio. Não ando com a esquerda. Não ando com o PT, com o Lula. Que isso fique bem claro. Eu quero conclamar todos eleitores que deram 67 por cento dos votos (do Amazonas) para o Bolsonaro. Eleitor tem que cobrar do seu candidato. O eleitor tem cobrar do prefeito, do governador e do presidente. Eu estou cobrando o presidente na condição de eleitor", esclareceu.
Além de reafirmar que é conservador, que é cristão e defende os mesmos princípios do presidente, David Almeida fez questão de ressaltar que, agora, o seu partido é o Amazonas e o seu candidato e a Zona Franca de Manaus, é o povo que o elegeu.
"Devo tudo o que tenho ao povo do Amazonas", disse ele.
Não tem político de estimação
David Almeida disse, ainda, que não tem "político de estimação" e no momento em que Manaus e o Amazonas encontram-se sob ameaça, ele não poderia agir de outra forma, adotar outra conduta só para agradar ao presidente da República, Jair Bolsonaro ou quem quer que seja.
Para ilustrar a gravidade do problema gerado pelo decreto do presidente Bolsonaro, que zerou a alíquota do IPI incidente sobre os concentrados para refrigerantes produzidos no Amazonas, David Almeida disse ter sido informado pelo prefeito de Maués que o município perderá cerca de 3 mil empregos diretos e Presidente Figueiredo outros 4 mil.
"Eu não posso permitir que o meu povo passe fome, passe necessidade por causa de um decreto editado por um ministro (da economia, Paulo Guedes) que não tem conhecimento nenhum da nossa região, que conhece pouco de economia e não combate o desemprego, a inflação, o preço da gasolina, do gás (de cozinha), e dos alimentos, e acha que vai resolver os problemas do Brail reduzindo o IPI, aumentando o IPI, diminuindo a competitividade da industria nacional, da Zona Franca", disse ele.
O prefeito de Manaus também fez questão de destacar que, "com esses decretos, ele (Paulo Guedes)", não cria um único emprego no Brasil, mas estimula a exportação de divisas, de riquezas, que poderiam ser investidas no país para gerar mais riquezas, emprego e renda para a população brasileira.
"Com essas medidas ele (Paulo Guedes) só cria empregos no exterior tirando empregos da população do Amazonas", observou.
David Almeida disse, ainda, que o presidente Jair Bolsonaro precisa trabalhar para proteger os empregos dos trabalhadores amazonenses.
"A minha luta é pela manutenção da competitividade do modelo Zona Franca de Manaus. Eu não tenho político de estimação", reafirmou.
Além de reafirmar suas críticas ao governo federal, por ter atuado contra o modelo Zona Franca de Manaus, ao decretar a redução de 25% da carga do IPI incidente sobre todos os produtos industrializados fabricados no país, sem excepcionalizar os made in ZFM, modelo resguardado pela Constituição Federal, e zerar o imposto dos concentrados de refrigerantes, David Almeida lembrou que o governo Bolsonaro não fez nenhum investimento em Manaus.
"Que ele não queira dar nada para o Amazonas, nós entendemos. Agora, querer tirar a Zona Franca de Manaus dos amazonenses, não. Afinal, esse modelo exitoso foi implantado pelos militares para promover a integração da nossa região ao resto do país e substituir as importações, gerando empregos, riquesas e renda para os brasileiros", destacou.