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15.01.2021 - 19:05  |  Combate à Covid 19

David Almeida defende quebra do monipólio do oxigênio hospitalar no Brasil

Dhyeizo Lemos - Semcom

David Almeida durante visita ao Samu

Prefeito de Manaus prega a união de todos, em busca das soluções para os problemas enfrentados, e destaca que não é hora de fazer política, mas de salvar vidas

Por Warnoldo Maia de Freitas

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), defendeu na manhã dessa sexta-feira, 15/01, durante entrevista no programa Diário da Manhã, a mobilização da bancada federal em uma frente de combate ao monopólio da produção e distribuição do oxigênio hospitalar no país e, particularmente, em Manaus, que, apesar de contar com uma fábrica, devido às normas vigentes, está pagando R$ 4,80 pelo metro cúbico do produto, enquanto em outros estados o preço varia de R$ 2,00 a R$ 2,80, no máximo.

David Almeida também fez questão de destacar que não é hora do "oportunismo cinico" manifestado por muitas pessoas, inclusive políticos, mas sim de união, de soma de esforços na defesa do bem comum, na busca das melhores soluções para o efetivo enfrentamento da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

"Não é hora de fazer política, mas de salvar vidas", disparou, ressaltando que a classe política deveria mobilizar-se em torno da quebra do monopólio da produção e distribuição do oxigênio hospitalar no Brasil.

Críticas

Depois de enfrentar "o pior dia do caos" provocado pela pandemia da Covid 19, agravada pela "crise do oxigênio", com hospitais entrando em colapso no atendimento às pessoas, devido à falta de capacidade instalada e de oxigênio, e ver  familiares, desesperados, correndo para conseguir o oxigênio necessário para salvar a vida de seus familiares, mesmo vivendo no chamado "pulmão do mundo", o prefeito não mediu críticas ao monopólio da produção e distribuição do oxigênio e apontou a necessidade de se rever e flexibilizar as normas.

Numa manifestação classificada como um alerta, "não só para Manaus, mas para o Brasil", o David Almeida disse que "se nós tivéssemos outras empresas, Manaus não teria passado por esses vexames", referindo-se ao colapso no fornecimento de oxigênio nos hospitais da cidade.

"Uma empresa só, que defende a exclusividade, com regras criadas em Brasília, que impedem a participação de outras empresas", observou. "A empresa dita as regras do mercado, exatamente porque não tem livre concorrência", completou.

O prefeito David Almeida lembrou que durante o primeiro pico de Covid-19 na cidade, no ano passado, foram consumidos aproximadamente 30 mil metros cúbicos de oxigênio por dia. Mas, atualmente, devido ao recrudescimento da pandemia, esttão sendo necessários 76 mil metros cúbicos para abastecer todas as unidades hospitalares de Manaus. Porém, segundo o prefeito, a capacidade de produção das usinas instaladas em Manaus é de apenas 35 mil metros cúbicos.

Município está abastecido 

Apesar da chamada "crise do oxigêmio", David Almeida assegurou que o município tem oxigênio suficiente para atender a central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a maternidade Moura Tapajóz e a Fundação Dr. Thomas e que mais de 6 mil metros cúbicos chegarão ainda nesta sexta-feira, 15/1, para atender o município.

O prefeito explicou que, devido ao novo pico da Covid-19 no Estado, o reabastecimento do oxigênio das unidades municipais foi comprometido. A solução foi buscar novas fontes para conseguir o insumo. Ele informou que o carregamento de oxigênio que chegou nas primeiras horas desta sexta-feira está garantindo o reforço na demanda.

“Estive no SAMU e verifiquei que temos oxigênio para nossas unidades. Agora, estamos esperando a chegada de uma balsa que trará um grande carregamento para todo o Estado. Já visitei a nossa maternidade (Moura Tapajóz, zona Oeste), e lá está tudo certo. Temos oxigênio para o nosso asilo e para o Samu”, afirmou David.
 
 
 

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