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01.08.2020 - 00:05  |  Impeachment e CPI da Saúde

Dr. Gomes é contra impeachment de Wilson e CPI da Saúde prova que superfaturamento é pratica comum

Reprodução

Afinal, quem está vivendo no mundo das ilusões? Nós ou eles?

Por Warnoldo Maia de Freitas

O deputado estadual Francisco do Nascimento Gomes, mais conhecido por Dr. Gomes, manifestou-se na manhã desta  quinta-feira, 30/07, contra o processo de impeachment instaurado para apurar supostos crimes de responsabilidade   que teriam sido praticados pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC/AM), e pelo seu vice, Carlos Almeida Júnior (PTB/AM), e recomendou o arquivamento do caso no relatório entregue à Comissão Especial criada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).

Na sua justificativa o deputado Dr. Gomes aponta "inépcia na inicial", que dizer, a proposta "é considerada não apta a produzir efeitos jurídicos, por vícios que a tornam confusa", por "ausência de Justa Causa, a atipicidade dos fatos narrados, a ilegitimidade passiva do vice-governador e a inexistência de conhecimento de qualquer crime de responsabilidade por parte do governador".

Juridicamente falando, o parlamentar pode até ter razão nas argumentações usadas para dar o seu voto e defender o arquivamento do processo de impeachment que está em andamento na ALE-AM.

Mas, o que dizer sobre as provas já levantadas até agora pela CPI da Saúde, que mostram com todas as letras, cores, matizes e refrões possíveis, que o superfaturamento dos preços na área da saúde do Amazonas, que tem um orçamento de R$ 2,6 bilhões para o exercício de 2020, é prática comum e não, apenas, uma mera exceção, apesar do empenho de muitos amigos do chefe do Executivo estadual, que insistirem em não querer ver as váriadas nuances da "corrupção" mostradas pelos documentos já investigados.

Será que também vão classificar de "simples confusões, disparates, estupidez ou imbecilidade" todas as acusações já realizadas e comprovadas peça CPI da Saúde?

Os parlamentares mais próximos de Wilson Lima insistem em dizer que ele é "inocente" e foi "traído pelos amigos",  bem como em afirmar que não há provas materiais capazes de comprovar a sua alegada participação na "organização criminosa" que, segundo a Procuradoria-Geral da República "estaria agindo, atuando" nas entranhas do Governo do Amazonas.

As denúncias revelando superfaturamento comprovado são variadas. Tem aquela do superfaturamento dos 28 respiradores hospitalares, bem como a da lavanderia da empresa Norte Serviços Médicos, que atendeu ao Hospital Nilton Lins e conseguiu fazer o milagre da multiplicação dos lençóis, lanvando 44 toneladas de roupas que teriam sido usadas por apenas quatro pacientes em 13 dias. 

Não devemos esquecer, também, da empresa WF Control Apoio a Gestão de Saúde e Atividades Empresariais Ltda,  responsável pelos serviços das ambulâncias, que cobrava cerca de R$ 59 mil pelo serviço, mas, de uma hora para a outra, resolveu jogar fermento na fatura e passou a cobrar R$ 172 mil pelo mesmo serviço, com um aumento de 187%.

Mas não é só.  Tem o caso da contratação de empresa especializada na realização de serviços médicos em clínica médica no regime de plantão hospitalar, com um valor bem acima do mercado. Tem também o caso suspeito da suposta contratação de médicos em São Paulo, pela Medplus, porque em Manaus não havia esses profissionais, mas depois ficou comprovado na CPI da Saúde que os médicos foram contratados na capital do Amazonas, via Whats App.

O velho bordão popular nos ensina que "Uma coisa, é uma coisa, e outra coisa é outra coisa". Mas, não dá para querer ignorar todas as denúncias apontadas e seguir a estratégia usada em pretérito recente por um presidente e simplesmente dizer que "o chefe não sabia de nada".

Vale lembrar, ainda, que não dá para acreditar que a "sangria" continuada praticada pelos "amigos do governador" contra, principalmente, as verbas da saúde pública vinham sendo feitas sem que ele não soubesse de absolutamente nada.

Será ele tão inocente assim?

Será que o mesmo pode ser diferente de si mesmo?" 

Renato Russo disse na letra da música Índios que, "Quem tem mais, quase sempre se convence de que não tem o bastante". 

Afinal, quem está vivendo no mundo das ilusões? Nós ou eles?
 
 

 

 

 

 
 
 
 
 

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