Manaus, 25 de Agosto de 2026

Elei??o suplementar deve polarizar entre Braga e Amazonino com sa?da de Marcelo

Apoio de Arthur a Amazonino deve ser oficializado nesta sexta com a inclus?o de Arthur Bisneto para vice na chapa que vai disputar as elei?es suplementares .

Política | 15/06/2017 - 20:40
Foto: Montagem

Amazonino Mendes e Eduardo Braga devem concentrar aten?es

 Apoio de Arthur a Amazonino deve ser oficializado nesta sexta com a inclusão de Arthur Bisneto para vice na chapa que vai disputar as eleições suplementares. 

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Aos poucos as peças vão se encaixando no jogo da sucessão no Amazonas e fica cada vez mais claro que a eleição suplementar que será realizada em agosto, para substituir o ex-governador José Melo (PROS), cassado por compra de votos no pleito de 2014, deverá mesmo ficar polarizada entre as candidaturas do senador Eduardo Braga (PMDB) e o cacique Amazonino Mendes (PDT), que poderá ter Arthur Bisneto (PSDB) como vice. 
 
Depois do descarte da candidatura do governador interino David Almeida (PSD) e da comentada retirada da chapa de Silas Câmara (PRB), na quinta-feira, 15, o Partido da República (PR), de Alfredo Nascimento e Marcelo Ramos, distribuiu nota informando que não terá candidato na eleição suplementar.
 
A notícia surpreendeu muita gente porque Marcelo vinha sendo apontado como o único candidato capaz de conseguir evitar a polarização entre Braga e Amazonino, pois despontou na disputa pela Prefeitura de Manaus na última eleição, vencida por Arthur Neto (PSDB).
 
Oficialmente o PR garante que somente nesta sexta-feira definirá com quem caminhará, mas, extraoficialmente era dado como certo na quinta-feira, 15, o embarque do partido na campanha de Amazonino Mendes (PDT), candidato defendido com unhas e dentes pelo senador Omar Aziz (PDT), comandante do grupo, que reúne também o PRB de Silas Câmara, o DEM de Pauderney Avelino e o PROS de José Melo e Sidney Leite.
 
Omar está preocupado, mesmo, é com as eleições do próximo ano e está limpando o caminho, porque quer evitar tropeços nas eleições de 2018, quando pretende disputar o Governo do Estado, tanto é que não apoiou a candidatura do governador interino, David Almeida, do seu partido, e a de Marcelo Ramos.
 
Apoiando qualquer outro nome Omar Aziz jogaria água no seu chope e acabaria ficando pelo menos cinco anos refém do novo governador eleito, o que inviabilizaria todos os seus projetos.
 
Habilidoso, o senador sabe que Amazonino Mendes é a sua melhor opção, pois não lhe oferece perigo, porque não dispõe da saúde necessária para disputar o governo em 2018 e poderá lhe dar a retaguarda necessária com a máquina estadual.
 
Confirmando-se tais articulações pode-se dizer que a disputa pelas duas vagas para o Senado em 2018 será pesada no grupo de Omar Aziz, porque reunirá pelo menos quatro candidatos: Arthur Neto (PSDB), Alfredo Nascimento (PR), Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara (PRTB).
 
No curto prazo os problemas para o senador Omar Aziz são outros e devem surgir da Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), onde um grupo de deputados da base de apoio de David Almeida estaria trabalhando para dar o troco, instalando uma CPI para investigar os contratos da área da saúde.
 
Dizem que eles pretendem dar atenção especial para os contratos dos últimos anos do Governo do Amazonas com a Salvare, aquela empresa prestadora de serviço investigada pela PF na operação Novos Caminhos/Maus Caminhos.
 
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