Manaus, 25 de Agosto de 2026

Eleitores descontentes podem definir elei??o para governo em outubro

Mais de um milh?o de eleitores que deixaram de votar no pleito passado podem definir a pr?xima elei??o

Política | 24/02/2018 - 21:55
Foto: Reprodu??o

 

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
Os pré-candidatos ao governo do Amazonas nas eleições de outubro deste ano já colocaram os blocos nas ruas para tentar conquistar a simpatia do eleitorado, particularmente de mais de um milhão de eleitores que deixou de votar no pleito suplementar de 27 de agosto do ano passado, quando Amazonino Mendes (PDT) conquistou a vitória com mais de 780 mil votos, ou quase 60% dos votos válidos. 
 
De um modo geral é possível dizer que os profissionais do voto têm consciência do recado dado por esse exército de “descontentes”, de “desiludidos” com as velhas práticas colocadas em prática pelos velos caciques, que estão ansiosos pela renovação, pelo tão propalado “novo”, que não participou de forma direta da eleição passada.
 
O candidato natural à reeleição, o governador tampão Amazonino Mendes (PDT), que foi resgatado da aposentadoria pelo seu “filho político”, o senador Omar Aziz (PSD), dá sinais de haver gostado de ter voltado ao poder e já ensaia uma “pernada” no seu pupilo, ameaçando dessa forma o seu sonho de retornar ao comando do governo.  
 
Cutucou
 
No sábado, 24, na inauguração da sede do Solidariedade, ao lado de Bosco Saraiva, presidente da legenda no estado, Amazonino cutucou o ex-aliado ao destacar que a segurança estava caótica no Amazonas porque “houve um abandono criminoso” do setor nos últimos governos e que o Programa Ronda no Bairro, a “menina dos olhos” de Omar Aziz, consumiu mais de R$ 1,4 bilhão dos cofres públicos.
 
Amazonino mandou o seu recado a Omar, mas não explicou por que trouxe de volta o coronel PM Amadeu Soares, que é ligado a Aziz e foi indicado por ele para vice na chapa de Silas Câmara (PRB) na disputa pela Prefeitura de Manaus no peito de 2016, ex-comandante da Rocam e o homem forte do programa criticado por ele por não resolver os problemas da segurança.
 
Quer dizer, Amazonino usa velhas práticas para desqualificar aliados e tentar conquistar a simpatia do eleitorado, contrariando um membro da sua escola que demonstrou ter aprendido quase todas as lições ao preterir David Almeida, um novo quadro do seu próprio partido e candidato natural à reeleição no pleito suplementar, quando optou por apoiar o antigo cacique.
 
No fim do ano, quem sabe, Omar poderá cantar um novo lamento caso David Almeida, que está esperando a janela partidária para sair do PSD e ingressar no PSB de Serafim Corrêa, conseguir, defendendo novas práticas na política e o verdadeiro respeito ao cidadão, conquistar os corações dos “descontentes” e “desiludidos” e voltar ao comando do Governo do Amazonas para fazer o que não pode nos cinco meses do seu mandato interino.
 
Nada está definido nesse jogo político que sempre reserva surpresas para os seus participantes, particularmente para aqueles que acreditam que nada mudou ou mudará, mas a semente já foi plantada.
 
Amazonino tem muito dinheiro para tentar conquistar a simpatia do eleitorado até outubro deste ano, mas vai precisar distribuir muitos “mimos”, refazer suas alianças e torcer para Arthur Neto, que desistiu da sua pré-candidatura à Presidência da República, manter a palavra de não ser candidato a mais nada e concluir o seu mandato de prefeito de Manaus.
 
O jogo já começou e levará vantagem quem realmente representar o novo e conseguir transformar em apoio, nas urnas, o descontentamento de mais de um milhão de eleitores, que não viram nada de novo no último pleito e aguardam ansiosos o próximo capítulo dessa novela.
 
 
 
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