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05.01.2020 - 22:40  |  Eleições 2020

Em outubro tem eleição. Não permita ser roubado

Reprodução


Liberte-se das correntes. Liberte-se dos gatunos.

Por Warnoldo Maia de Freitas

Alguém já escreveu um certo dia que "nossos votos forjam correntes que nos sufocam e prendem" a duras realidades, apesar das variadas correntes partidárias existentes e dos seus representantes, na maioria das vezes, adotarem, conscientemente, condutas desleais e fazerem promessas sempre esquecidas após a conquista do objetivo desejado, no caso a eleição para o cargo disputado.

Sem querer demonizar a política nossa de cada dia, desgastada pela prática corriqueira de ações condenadas pela maioria da população, porque as condutas adotadas após as eleições diferem totalmente das promessas de campanha e roubam sonhos e esperanças, é bom lembrar que em outubro teremos novamente eleições municipais para a escolha de novos vereadores e dos prefeitos das cidades  brasileiras e o eleitor deve ficar atento e não permitir ser roubado.

Lendo um texto inicialmente atribuído a François-Marie Arouet, o conhecido Voltaire, aquele grande pensador do iluminismo filosófico e político francês, segundo o qual há dois tipos de ladrões na vida, fiquei a meditar sobre o assunto porque, como dizem os italianos, "se non é vero, é bem trovato", reflete muito bem a realidade dura e crua dos nossos dias.

Segundo o texto, "na vida existem dois tipos de ladrões: o ladrão comum e o ladrão político".

O ladrão comum, de acordo com o escrito, "é aquele que rouba  o seu dinheiro, a sua carteira, o seu relógio, o telefone, etc..."

Já o ladrão político, segundo a obra, "é aquele que rouba o seu futuro, seus sonhos, seu conhecimento, seu salário, sua educação, sua saúde, sua força, seu sorriso, etc...".

O texto me conquistou ao destacar que "há uma grande diferença" entre esses dois tipos de ladrões mas, apesar de ser flagrante, ela acaba passando despercebida por praticamente todo mundo.

Uma dessas diferenças, de acordo com a redação, é que "o ladrão comum escolhe-o para roubar os seus bens, enquanto o ladrão político é você que o escolhe (o elege, por meio do seu voto) para ele o roubar".
 
Mas não é só. O texto destaca, ainda, que "o ladrão comum é procurado pela polícia, enquanto o ladrão político é geralmente protegido por um comboio policial".

Diante da impossibilidade de comprovar a autoria do texto, reafirmo o que dizem os italianos: "Se non é vero, é bem trovato".

Mas, voltando à realidade nossa de cada dia vale lembrar que a crise registrada na área da saúde no Amazonas é consequência da prática dessas condutas não republicanas, que implicaram no desvio de milhões de reais para beneficiar alguns ilustres e hoje provocam a morte de muitas pessoas, geralmente aquelas menos favorecidas pela vida, que não dispõem de dinheiro para tratar de resfriados a dores de cabeça em modernos centros de saúde do sul e sudeste do país ou no exterior.

Tomando por base as informações divulgadas pela Polícia Federal após a operação "Maus Caminhos", deflagrada em 2016, que apurou o desvio de R$ 110 milhões da área da saúde, e as afirmações feitas no dia 20 de dezembro de 2019 pelo governador Wilson Lima (PSC/AM), em coletiva à imprensa, durante a qual criticou o fato de terem gastado, nos últimos seis anos - de 2013 a 2018 - mais de R$ 180 milhões com o pagamento de aluguel de digitalizadores de imagens de exames, comprados por ele por R$ 11 milhões, nesse período em questão mais de R$ 290 milhões da área da saúde escorreram tranquilamente pelos ralos dos maus caminhos.

Os exemplos sobre as condutas não republicanas são muitos, mas se forem todos enumerados aqui o texto apresentado acabará ficando muito extenso e não atingirá o seu principal objetivo, que é o de alertar o eleitor para a necessidade de ele escolher com muita atenção a quem delegará o poder de representá-lo.

Liberte-se das correntes! Liberte-se dos gatunos!
 
 
 

 

 
 

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