Manaus, 25 de Agosto de 2026

Empresas devem mais de R$ 500 bi em tributos que provocaram aumento no pre?o da gasolina

Os dados foram publicados pelo UOL, em reportagem do site da ONG Rep?rter Brasil. Esses tributos foram respons?veis pelo ?ltimo aumento do pre?o dos combust?veis. O governo alega necessidade de refor?ar a arrecada??o para fechar as contas de 2017.

Economia | 08/08/2017 - 11:20
Foto: EBC

Com aumento do tributo, pre?o da gasolina ficou at? R$ 0,41 mais alto

 POR CONGRESSO EM FOCO | 08/08/2017 08:13 

 
Enquanto o governo tenta manter o aumento do PIS e da Cofins sobre os combustíveis, empresas acumulam dívida de R$ 545,4 bilhões referentes aos mesmos tributos. Esses débitos relacionados às contribuições sociais, inclusive a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), são atribuídos a 1,8 milhão de empresas, segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entregues à CPI da Previdência no Senado.
 
Os dados foram publicados pelo UOL, em reportagem do site da ONG Repórter Brasil. Esses tributos foram responsáveis pelo último aumento do preço dos combustíveis. O governo alega necessidade de reforçar a arrecadação para fechar as contas de 2017.
 
A arrecadação desses tributos vai para o orçamento da Seguridade Social e ajuda a financiar programas como Sistema Único de Saúde (SUS), o seguro-desemprego e o abono salarial. O débito acumulado por essas empresas equivale a 30% de todas as dívidas de pessoas e empresas com a União, que eram de R$ 1,8 trilhão em 2016, de acordo com a reportagem.
 
Conforme os dados da PGFN publicados pela Repórter Brasil, essas são as dez empresas que mais devem PIS e Cofins:
 
Varig – R$ 3,51 bilhões

Eletropaulo – R$ 2,24 bilhões

Vasp – R$ 2,05 bilhões

Cárita Brasil – R$ 1,53 bilhão

Itaucard – R$ 1,48 bilhão

Unimed Paulista – R$ 1,41 bilhão

Ulbra – R$ 1,23 bilhão

Paes Mendonça – R$ 1,22 bilhão

Plastivip – R$ 1,2 bilhão
 
Entre os 20 maiores devedores também estão empresas como Walmart, Ambev, e Companhia Brasileira de Distribuição (dona do Pão de Açúcar, Extra, Ponto Frio e Casas Bahia).
 
De acordo com a reportagem, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional divide os débitos entre as empresas consideradas em situação regular, que têm dívidas negociadas, parceladas ou suspensas por decisão judicial, e aquelas que estão em situação irregular e são cobradas pelo órgão. Em ambos os casos, constam como devedoras da dívida ativa da União.

Leia a íntegra da reportagem
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