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23.06.2020 - 17:45  |  Crise na saúde

Fobia de limpeza foi só no Nilton Lins ou atingiu também o Delphina Aziz e o 28 de Agosto?

 Vovó considera indispensável aferir com cuidado os registros, porque, muitas vezes, "os olhos veem mais não enxergam".


Por Warnoldo Maia de Freitas

Ao comentar os fatos da última semana, vovó Cacilda resolveu dar atenção especial à notícia sobre a "FOBIA DE LIMPEZA" identificada pela CPI da Saúde, da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), no Hospital de Campanha da Nilton Lins, que chegou a cobrar, segundo nota apresentada pela empresa Norte Serviços Médicos Ltda, pela lavagem de três mil quilos de roupa - lençóis e fronhas - que teriam sido usados por apenas QUATRO PACIENTES internados no período de 18 dias.

Instalado às pressas pelo Governo do Amazonas para "melhor atender" aos pacientes acometidos pelo coronavírus, o hospital surpreendeu ao apresentar um volume de roupas sujas recorde e por sugestão de vovó CACILDA, deveria ter sua "façanha" registrada no famoso Guinness World Records, para ninguém esquecer essa performance superlativa, que "evidencia a sem-vergonhice dos gestores envolvidos".

Indignada diante de mais uma notícia de  fortes indícios de "apropriação indevida do dinheiro da saúde no Amazonas", revelada desta vez pelo presidente da CPI da Saúde da ALE-AM, deputado Delegado Péricles Nascimento, vovó CACILDA quer saber "por que os anos passam, mas a corrupção no Amazonas permanece a mesma".

"Será que esses nobres senhores, que querem ficar ricos de qualquer maneira, se consideram acima da lei? Parece que sim, porque eles insistem em assaltar os cofres públicos sem nenhum sinal de constrangimento ou remorso", observa vovó CACILDA, que ao longo dos seus 85 nos já acompanhou inúmeros desmandos no Amazonas.

Apesar de entender que, em tempo de pandemia, os casos de fobia são comuns em todo o mundo, porque o medo leva as pessoas à prática de condutas impensáveis em períodos de normalidade, vovó CACILDA destaca que "o caso da roupa suja" registrado no Hospital Nilton Lins, em Manaus, revela que as autoridades competentes vão ter muito trabalho para desvendar "as maracutais" praticadas pelas "lavanderias" instaladas no Amazonas para "tirar a sujeira do dinhero tomado dos cidadãos".

"A polícia federal vai precisar de muito sabão e água sanitária para lavar essa sujeira e desinfetar - tornar puros e livres de vermes - muitos lugares até agora considerados acima de qualquer suspeita", diz ela.

Segundo vovó CACILDA, diante da "FOBIA DE LIMPEZA" registrada e confirmada pela CPI da Saúde na lavanderia do Hospital Niltons Lins, se faz necessário promover uma análise "minuciosa e detalhada" das despesas apresentadas durante o auge da pandemia do Clovid-19 nos hospitais Delphina Aziz e no 28 de Agosto, para verificar se o "medo não acabou transformado em pavor" e gerou o Transtorno Obsessivo por Limpeza, alterando, também, os gastos naquelas duas unidades.

"Como a verba em questão é federal, a Polícia Federal deve agir com rigor para conter os excessos de todas as pobres criaturas envolvidas, porque elas estão doentes e carentes de atenção especial", destaca. "Mas é preciso olhar com cuidado redobrado, porque, as vezes, os olhos veem mais não enxergam".

 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

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