Muitos "amigos do poder", no Amazonas, ainda não abriram mão da lastimável prática de roubar os recursos destinados ao sistema de saúde pública.
Por Warnoldo Maia de Freitas
Entra governo e sai governo e apesar de toda propaganda oficial divulgada, destacando medidas capazes de combater a corrupção, repetem-se no Amazonas as falcatruas, as fraudes e os desvios dos recursos destinados à promoção da saúde.
Os fatos revelam que, infelizmente, muitos "amigos do poder" no Amazonas ainda não abriram mão, deixaram de lado a lastimável prática de desviar, roubar os recursos destinados ao sistema público de saúde, e penalizam, sem dó, os mais pobres, os mais necessitados de assistência.
Basta dar uma olhada na Internet para lembrar, por exemplo, das falcatruas praticadas por muita "gente de família importante" em pleno período da pandemia da covid 19.
A CPI da Saúde, por exemplo, colocada em prática em agosto de 2020, para investigar entre outras coisas os contratos realizados pela Susam na pandemia, apontou irregularidades em contratos do Governo do Amazonas para aumentar a capacidade de atendimento no Hospital Delphina Aziz.
E alguém lembra da "Operação Maus Caminhos", colocada em prática para tentar encontrar o destino dado pelo Instituto Novos Caminhos, entre 2010 e 2016, a mais de R$ 260 milhões repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES) ?
E da Operação Vértex, colocada em prática em julho de 2022 para combater crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa ?
Pois é. Ao longo dos últimos a nos foram "muitas emoções". Além da Operação Maus Caminhos, tivemos desdobramentos como, por exemplo, a "Operação Custo Político", "Operação Estado de Emergência" e a "Operação Cashback".
Na "Operação Custo Político", por exemplo, foram apuradas a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação.
Já na "Operação Estado de Emergência", foi investigado o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado um outro ex-governador, que chegou a ser preso.
A "Operação Cashback" teve por objeto a investigação do envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.
A repetição de tais condutas nocivas à parcela mais carente da sociedade levam a crer que quem as pratica parece ter a convicção, a certeza da impunidade, e acredita que roubando muita grana ficará livre, porque terá dinheiro para pagar advogados caros.
Os fatos da dura realidade mostram com a repetição registrada no dia a dia, que o tempo passa, e tudo continua como Dantes.
Mas a Comédia não tem nada de Divina! Sim, porque sempre ganha o ingresso para o "Paraíso" quem rouba o dinheiro do sistema de saúde pública. Já para os mais carentes sempre restam promessa e Purgatório.